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26/07/2010 - 10h37

Déficit de conta corrente piora em junho superando US$ 5,18 bilhões

BRASÍLIA - A conta de transações correntes do Balanço de Pagamentos brasileiro ficou negativa em US$ 5,180 bilhões em junho. O resultado foi pior do que o apurado um mês antes, quando o déficit foi de US$ 1,988 bilhão (número revisado). Em junho do ano passado, o déficit foi bem menor, de US$ 575 milhões. Os dados são do Banco Central (BC).

No acumulado do primeiro semestre de 2010, a conta corrente apresentou déficit de US$ 23,762 bilhões, ou 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB). Na primeira metade do ano passado, o resultado foi negativo em US$ 7,177 bilhões, o equivalente a 1,16% do PIB.

Nos 12 meses encerrados em junho, o saldo desfavorável na conta corrente se situou em US$ 40,887 bilhões, ou 2,13% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos 12 meses imediatamente anteriores, houve déficit de US$ 36,282 bilhões, ou 1,94% do PIB.

Os números abrangem dados da balança comercial, da conta de serviços e das transferências unilaterais do país. A conta de transações correntes mensura o desempenho das compras e vendas de bens e serviços de um país com o exterior.

A conta corrente é formada por três itens: a balança comercial resultante de exportações e importações; a conta de serviços e rendas, que une fluxos de entradas nas diversas modalidades de empréstimos externos e de saídas para o pagamento de juros, remessas de lucros e de serviços em geral (como viagens e transportes); e as transferências unilaterais correntes, que são recursos enviados por brasileiros que moram no exterior.

O resultado na conta corrente de junho foi consequência de déficit de US$ 7,601 bilhões na conta de serviços e rendas. Na balança comercial, houve superávit de US$ 2,277 bilhões. Foi registrado ingresso de US$ 144 milhões nas transferências unilaterais correntes.

Em todo o primeiro semestre, a balança comercial ficou positiva em US$ 7,878 bilhões, enquanto as transferências unilaterais proporcionaram entradas de US$ 1,608 bilhão. No entanto, houve saída líquida de recursos de US$ 33,248 bilhões para pagamento de serviços e rendas.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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