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26/07/2010 - 11h49

Eletrobras pode construir de 6 MW de capacidade no exterior em 2011

RIO - A Eletrobras pode iniciar, no ano que vem, a construção de até 6 mil Megawatts em capacidade instalada de usinas hidrelétricas no exterior. A expectativa do superintendente de operações no exterior da estatal, Sinval Gama, é de que empreendimentos na Nicarágua, Argentina e Peru se mostrem viáveis para iniciar obras em 2011. Na Nicarágua, o interesse da empresa é para construção de uma usina de cerca de 1 mil MW, enquanto na Argentina a binacional de Garabi teria 3 mil MW de potência instalada, com 50% de propriedade da companhia brasileira e o restante da estatal argentina. No Peru, a usina de Inambari, no rio de mesmo nome afluente do Madeira, deverá gerar 2 mil MW, a um custo de construção de US$ 2,5 bilhões.

Gama ressaltou que a empresa terá 50% de Inambari, com responsabilidade de aporte de cerca de US$ 1,250 bilhão, dos quais 30% serão aportados com recursos próprios e o restante com dinheiro de financiamento. A expectativa da estatal com o processo de internacionalização é de que cerca de 10% do faturamento da companhia em 2020 venha de empreendimentos de fora do Brasil e os estudos feitos pela Eletrobras até o momento apontam para a possibilidade de até 30 mil MW em países do continente americano.

"Cerca de 30 mil MW estão sendo estudados, mas claro que nem tudo é viável. Acredito que as obras de 6 mil MW podem começar já no próximo ano", frisou Gama, que participou do Seminário Internacional de Integração Energética Bolívia-Brasil.

O executivo voltou a confirmar o interesse da Eletrobras na compra de participação em empresas de geração eólica ou hidrelétrica e de transmissão nos Estados Unidos, de forma a estudar o funcionamento do mercado do país. Segundo Gama, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que a intenção do governo seria aumentar a participação das energias renováveis na matriz local, mesmo antes do derramamento de óleo no golfo do México causado pela explosão de uma plataforma de perfuração.

"Para expandir, eles terão que investir em hidrelétrica, eólica ou linhas de transmissão", ponderou Gama, lembrando que nos Estados Unidos um investimento de US$ 60 milhões pode ser suficiente para adquirir cerca de 5% de uma empresa, que é o objetivo da companhia. "Dos 30 mil MW que estudamos, cerca de 300 MW podem ser nos Estados Unidos", acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor)

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