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26/07/2010 - 17h51

Ibovespa sobe pelo 6º pregão, mas não consegue romper os 66 mil pontos

SÃO PAULO - Ainda que a alta tenha sido mais modesta que a das bolsas americanas, o Ibovespa voltou a fechar o pregão no campo positivo pelo sexto dia seguido. No período, o índice já acumula valorização de 6,6%.

Nesta segunda-feira, o principal índice do mercado acionário brasileiro registrou valorização de 0,18% e marcou 66.443 pontos, novamente na maior pontuação desde 3 de maio (67.119). O giro financeiro, entretanto, permaneceu fraco e correspondeu a apenas R$ 4,078 bilhões.

Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou os negócios com alta de 0,97%, enquanto o Nasdaq se apreciou em 1,19% e o S & P 500 apresentou valorização de 1,12%.

Com o desempenho desta jornada, o Dow Jones voltou a apresentar valorização no acumulado do ano de 0,93%. Já o Nasdaq sobe 1,20%, enquanto o S & P 500 está estável no período. No Brasil, o Ibovespa acumula baixa de 3,13% em 2010.

O analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, ressalta que os negócios iniciais desta semana contaram com poucos indicadores, e que o mercado reagiu, principalmente, aos dados do setor imobiliário americano.

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos mostrou que as vendas de casas novas no país subiram 23,6% entre maio e junho, para uma taxa anualizada sazonalmente ajustada de 330 mil unidades.

"O dia foi mais devagar para a bolsa brasileira e tivemos um volume bem abaixo do negociado nos últimos dias. E, apesar da alta de hoje, o Ibovespa já mostra certa resistência em romper os 66 mil pontos. Os investidores estão mais cautelosos, diante da alta recente. Se o mercado internacional tivesse um dia mais fraco, uma realização dos lucros teria sido natural por aqui", observou Brugger.

No campo corporativo, o dia não teve balanços relevantes, mas os agentes se animaram com a revisão das projeções de lucros feita pela empresa de entregas americana Fedex. Para 2010, a companhia espera ganhos no intervalo de US$ 4,60 a US$ 5,20 por ação. As estimativas anteriores da Fedex apontavam para a faixa de US$ 4,40 a US$ 5,00 por ação.

Para o trimestre fiscal atual, que termina em agosto, a empresa anunciou que as projeções foram elevadas do intervalo de US$ 0,85 a US$ 1,05 por ação, para um lucro de US$ 1,05 a US$ 1,25 por ação.

No Brasil, destaque positivo para os papéis da Telemar. Enquanto as ações PN lideraram os ganhos do dia, com valorização de 4,53%, a R$ 29,75, os papéis PNA da Telemar Norte Leste subiram 2,5%, para R$ 51,1.

Ainda entre as principais altas do dia figuraram as ações B2W ON (3,9%, a R$ 32,69) e MRV ON (2,8%, a R$ 15,42).

Já as principais quedas do Ibovespa partiram de Lojas Renner ON (-1,86%, a R$ 51,03), Eletropaulo PNB (-2,39%, a R$ 36,7) e das units da ALL (-2,69% a R$ 15,5).

Entre os maiores giros do dia, os papéis Vale PNA caíram 0,26%, a R$ 42,10, com volume negociado de R$ 431,4 milhões; Petrobras PN negociou R$ 213,9 milhões, com acréscimo de 0,39%, a R$ 27,90; e OGX Petróleo ON girou R$ 189,3 milhões, com avanço de 0,16%, a R$ 18,73.

(Beatriz Cutait | Valor)

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