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26/07/2010 - 13h17

Itaú BBA lidera operações de renda variável no semestre

SÃO PAULO - O Itaú BBA liderou as operações do mercado de renda variável do primeiro semestre, de acordo com o ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgado hoje. Com participação de 23,7% nesse segmento, a instituição foi responsável por R$ 3,18 bilhões em colocações. O BBA havia fechado o ano passado na terceira posição, e desta vez tirou a liderança do BTG Pactual. Em segundo lugar aparece o Credit Suisse, com colocação de R$ 2,7 bilhões em ações e fatia de 20,1%, seguido pelo BTG, que originou R$ 2,5 bilhões, com participação em 18,7% das operações, Segundo o coordenador do subcomitê de ranking doméstico da Anbima, Eduardo Prado, a mudança nas primeiras colocações do ranking pode ser explicada por diferenças momentâneas nas estratégias adotadas pelos bancos. No entanto, ele destaca a manutenção de um mesmo grupo, formado por Itaú BBA, Credit Suisse, BTG Pactual e Bradesco BBI. Juntos, eles representaram mais de 70% das operações de renda variável.

Renda fixa No mercado de renda fixa, o Banco do Brasil encabeça a lista, com a venda de R$ 5,5 bilhões em títulos de dívida e participação de 20,8% nesse mercado. Em segundo lugar está o Bradesco BBI, com participação de 16,9% (R$ 4,4 bilhões). Considerando apenas as operações de curto prazo, o ranking de renda fixa é liderado pelo Itaú BBA, com R$ 2,4 bilhões, enquanto para as emissões com prazo superior a um ano o topo fica para o BB, com originação de R$ 4,3 bilhões.

Na avaliação de Prado, o total de emissões de títulos de renda fixa no semestre mostram que a recuperação do mercado está consolidada. "Consideramos o mercado normal e ativo, contribuindo para a formação de funding por parte das empresas", disse. Segundo dados da Anbima, as emissões somaram R$ 34,8 bilhões nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 70% sobre o mesmo período de 2009.

E a tendência é de que a busca das empresas pelo mercado de renda fixa, com o objetivo de prolongar os prazos das emissões, mantenha-se nesse ritmo. "As emissões estão com prazo médio de quatro a cinco anos e o segundo semestre deve se manter dessa forma", prevê.

No primeiro semestre, o mercado de capitais brasileiro movimentou R$ 49,2 bilhões, o que representa um avanço de 54,6% em comparação ao mesmo período do ano passado.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

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