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04/08/2010 - 09h48

Bovespa deve iniciar dia em alta, com mercado atento à agenda dos EUA

SÃO PAULO - A agenda relevante de indicadores americanos deve concentrar a atenção dos investidores na abertura dos negócios da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quarta-feira.

Depois de o Ibovespa interromper ontem uma sequência de 11 altas seguidas, há pouco, o índice futuro registrava ganho de 0,47%, aos 68.625 pontos.

Na jornada passada, o Ibovespa recuou 0,76% e atingiu 67.997 pontos. O volume financeiro movimentado somou R$ 5,8 bilhões.

Hoje, os eventos externos são destaque na agenda. Nos Estados Unidos, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, divulgou dados mais fortes que o esperado do mercado de trabalho do país.

O setor privado não agrícola registrou a criação de 42 mil postos de trabalho entre junho e julho, em uma base ajustada sazonalmente, um número que superou as estimativas do mercado. Este foi o sexto mês consecutivo com elevação no emprego no segmento privado americano.

Já o levantamento da Mortgage Bankers Association (MBA) mostrou que os pedidos de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos apresentaram elevação de 1,3% na semana encerrada em 30 de julho, com ajuste sazonal, depois de uma queda de 4,4% observada na semana anterior. Ainda na agenda americana, os investidores conhecem o índice de atividade no setor de serviços e o estoque de petróleo e derivados.

Na Europa, a Eurostat, a agência oficial de estatística, revelou que as vendas no varejo na zona do euro ficaram estáveis em junho na comparação com maio e subiram 0,4% ante o mesmo mês de 2009. Na União Europeia (UE), houve ligeira alta de 0,1% na comparação mensal e de 0,6% no confronto anual.

Já o instituto de pesquisas Markit informou que a atividade no setor de serviços da Zona do Euro mostrou expansão em julho, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) alcançando 55,8 pontos, ante os 55,5 apurados em junho.

Pela manhã, os índices futuros americanos sinalizavam um início de pregão positivo, enquanto as bolsas europeias operavam de lado.

Já na Ásia, as bolsas encerraram as operações de lado, reagindo de formas distintas aos indicadores econômicos da região e dos Estados Unidos. No Japão, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, recuou 2,11%, enquanto, em Seul, o Kospi caiu 0,07%.

Na China, entretanto, o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, registrou alta de 0,44% e, em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,43%.

No campo corporativo, uma série de bancos europeus divulgam balanços, entre os quais o francês Société Générale, que viu seu lucro líquido no segundo trimestre mais que triplicar.

A instituição divulgou um lucro líquido de 1,08 bilhão de euros nos três meses terminados em junho, total comparável ao ganho de 309 milhões de euros do mesmo período de 2009, quando o resultado foi afetado por baixas contábeis e perdas com empréstimos ruins.

No Brasil, na noite de ontem, a incorporadora Gafisa revelou que teve lucro de R$ 97,27 milhões no segundo trimestre, superando em 68,4% o resultado líquido de igual período de 2009 (R$ 57,77 milhões). Na mesma base de comparação, a receita líquida da companhia teve alta de 31,4%, para R$ 927,4 milhões.

Já a Multiplus - subsidiária da TAM responsável pelos programas de fidelização da companhia aérea - teve lucro de R$ 23,129 milhões no segundo trimestre, superando em três vezes o resultado líquido apurado nos três primeiros meses deste ano (R$ 7,48 milhões).

A companhia aérea Gol ainda registrou crescimento de 5,4% na demanda por voos domésticos em julho em relação ao mesmo mês de 2009 e um aumento de 19,6% em relação a junho. A oferta de assentos subiu 15,3% na comparação anual e 8,4% sobre o mês anterior.

Nas linhas internacionais, a demanda saltou 84,4% sobre julho de 2009 e 45,8% em relação a junho. Já a oferta de assentos cresceu 23,8% e 23,3%, respectivamente, nas mesmas bases de comparação.

Por fim, a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) firmou um acordo para compra de 73,45% da concessionária Rodovias Integradas do Oeste SA (SPVias) por R$ 947,2 milhões. A SPVias é responsável pelo lote 20 do programa paulista de concessões de rodovias.

(Beatriz Cutait | Valor)

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