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04/08/2010 - 10h09

Corte de vagas cresce 6% em julho nos EUA, mas cai 57% em um ano

SÃO PAULO - Em julho, as empresas americanas anunciaram planos de cortar 41.676 profissionais, volume 6% superior ao plano de 39.358 demissões anunciado em junho deste ano, de acordo com dados da empresa de recolocação Challenger, Gray & Christmas, nesta quarta-feira. Os cortes previstos para julho continuam bem fora do ritmo verificado em 2009, observa a companhia. O volume é 57% inferior ao total de 97.373 cortes anunciado em julho do ano passado. A empresa observa que os cortes de vagas de trabalho aumentaram mensalmente desde abril, que marcou o menor índice de cortes (38.326 profissionais) em quatro anos. A elevação tem sido pequena, entretanto, a uma média de menos de 3% ao mês. O total de elevação de cortes entre abril e julho foi de 8,7%.

No acumulado do ano foram anunciadas mais de 339,3 mil demissões, nível 64% inferior ao plano de cortes que superou 944 mil vagas e marcou um recorde de demissões entre janeiro e julho de 2009.

na avaliação do chefe-executivo da Challenger, GRay & Christmas, John A. Challenger, a elevação mensal nos planos de demissões dos últimos meses tem sido tão leve, comparada aos últimos anos, que não há sinalização de que esta tendência seja revertida. "Isto não significa que os cortes não podem experimentar mais aumentos substanciais nos próximos meses", observou Challenger. "Na verdade, as tendências sazonais indicam que os cortes mensais de vagas tendem a ser mais pesados no encerramento do terceiro trimestre até o final do ano, conforme os empregadores fazem seus últimos ajustes para que as folhas de pagamento se encaixem em suas metas anuais de ganhos", acrescentou o executivo.

Entre as áreas que continuam apresentando redução de vagas destacam-se os setores governamental e o terceiro setor, que apresentaram o maior volume de demissões pela quarta vez em 2010. Para julho, os segmentos anunciaram planos de reduzir 7.193 vagas, o que representa uma elevação de 36% em relação aos cortes de 5.306 vagas anunciado em junho, ainda que 52% inferior às média de mais de 15 mil vagas observada este ano. Até o momento, os setores anunciaram 105,9 mil cortes.

Além do setor público e do terceiro setor, as indústrias farmacêutica, de varejo, transportes e de computação foram as que mais anunciaram cortes entre janeiro e julho de 2010, embora todas tenham apresentado quedas expressivas em relação aos cortes promovidos no mesmo período de 2009, impactado pela crise econômica.

O mercado farmacêutico contabilizou 37 mil demissões até julho deste ano, queda de 42% na comparação com as 52,6 mil vagas reduzidas no mesmo período de 2009. O setor varejista, em terceiro lugar, registrou 26,9 mil cortes no período, mais de três vezes abaixo das 88,3 mil demissões anunciadas neste mercado entre janeiro e julho do ano passado. As demissões do segmento de transportes também apresentaram queda expressiva no período - de 61 mil cortes entre janeiro e julho de 2009 para 19 mil no acumulado de 2010. O mercado de computação anunciou cortes de 17,6 mil pessoas este ano, ante um volume de mais de 53,1 mil demissões em igual período de 2009.

O Estado americano da Califórnia foi o que apresentou o maior índice de demissões em julho, somando 6.853 cortes.

Contratações Entre os dados de contratação, em julho as empresas anunciaram planos de empregar 8.151 pessoas - 43,5% abaixo das contratações de 11,7 mil profissionais anunciadas em junho.

O maior volume de vagas abertas foi aberto nos segmentos de computação (2.880 contratações), automotivo (1.640 vagas) e de transportes (962 vagas).

(Daniela Braun | Valor)

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