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04/08/2010 - 17h13

Emprego industrial deve ter expansão recorde em 2010

BRASÍLIA - O emprego industrial deve bater recorde este ano, e ficar acima da melhor variação verificada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que foi a expansão de 3,9% em 2008.

Mesmo se não registrar nenhum aumento entre julho e dezembro, os dados sobre as contratações no primeiro semestre já garantem alta de 4,1% no emprego da indústria em 2010 sobre 2009.

Em junho, o emprego industrial cresceu 6,6% sobre o mesmo mês do ano anterior, a maior variação em 12 meses apurada na série da CNI, que foi ajustada em 2005. Na comparação semestre a semestre, a evolução foi positiva em 4,3%.

Para o economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco, o comportamento dessa variável é um "sinal claro de decisões sobre novos investimentos, e de confiança do empresário industrial na continuidade do processo de forte expansão da economia".

Além de ultrapassar em 0,3 ponto percentual o patamar pré-crise de 2008, o emprego foi o único indicador positivo na indústria em junho sobre maio, em 0,5%, quando tomados de forma dessazonalizada.

"A tendência é que as contratações sigam em expansão ao longo do ano, nessa média de 0,5% mensais", comentou outro economista da CNI, Marcelo de Ávila.

Mais por "efeito Copa do Mundo de futebol" do que pela retomada da política monetária do Banco Central, em junho os demais indicadores industriais registraram ligeira desaceleração.

O faturamento real caiu 0,6% (dessazonalizado) sobre maio, seguindo o recuo de 0,3% na produção (horas trabalhadas) e menos 0,2% na utilização da capacidade instalada (UCI).

Para Castelo Branco, a contínua expansão do emprego demonstra maturação de investimentos e novos planos de aumento do parque fabril, o que se reflete na estabilização da UCI abaixo de 83%. Em junho, a expansão do indicador ficou em 82,5%.

"A expectativa do empresário é que a expansão da atividade prossegue forte", disse o economista, lembrando que entre julho e outubro ocorre o pico da produção industrial, voltada para as vendas de fim de ano.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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