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04/08/2010 - 10h57

Ibovespa inverte rumo e passa a recuar no pregão; dólar cai a R$ 1,760

SÃO PAULO - Depois de ter iniciado os negócios desta quarta-feira em alta, de olho nos dados mais fortes que o esperado do mercado de trabalho privado americano, o Ibovespa descolou-se do cenário internacional e inverteu a direção no pregão.

Por volta das 11h, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que já marcou 68.521 pontos na máxima do dia, recuava 0,10%, para 67.928 pontos, e girava R$ 973 milhões.

Na BM & F, o índice futuro, com vencimento em agosto, cedia 0,28%, para 68.105 pontos. Ontem, o Ibovespa caiu 0,76% e marcou 67.997 pontos, interrompendo uma toada de 11 altas consecutivas, quando o índice se valorizou em 9,91%.

Em Wall Street, as bolsas seguem no campo positivo. Instantes atrás, o índice Dow Jones tinha apreciação de 0,21%, enquanto o Nasdaq se valorizava em 0,45% e o S & P 500 subia 0,25%.

Logo cedo, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, divulgou dados melhores que o previsto do mercado de trabalho do país.

O setor privado não agrícola registrou a criação de 42 mil postos de trabalho entre junho e julho, em uma base ajustada sazonalmente, um número que superou as estimativas do mercado. Este foi o sexto mês consecutivo com elevação no emprego no segmento privado americano.

Os investidores ainda aguardam o índice de atividade no setor de serviços e o estoque de petróleo e derivados.

Na Europa, a Eurostat, a agência oficial de estatística, revelou que as vendas no varejo na zona do euro ficaram estáveis em junho na comparação com maio e subiram 0,4% ante o mesmo mês de 2009. Os números também foram mais fortes que o projetado.

No front corporativo nacional, há pouco, as principais altas do Ibovespa partiam das companhias aéreas, que estiveram entre os destaques negativos da última jornada.

Enquanto os papéis TAM PN subiam 2,35%, a R$ 29,93, as ações Gol PN avançavam 1,46%, para R$ 24,27. Além disso, destaque positivo, pelo segundo pregão, para as ações ON da mineradora MMX (1,41%, a R$ 12,88).

A Multiplus - subsidiária da TAM responsável pelos programas de fidelização da companhia aérea - teve lucro de R$ 23,129 milhões no segundo trimestre, superando em três vezes o resultado líquido apurado nos três primeiros meses deste ano (R$ 7,48 milhões).

Fora do Ibovespa, há pouco, as ações ON da Multiplus subiam 0,70%, a R$ 21,50.

Já a companhia aérea Gol ainda registrou crescimento de 5,4% na demanda por voos domésticos em julho em relação ao mesmo mês de 2009 e um aumento de 19,6% em relação a junho. A oferta de assentos subiu 15,3% na comparação anual e 8,4% sobre o mês anterior.

Nas linhas internacionais, a demanda saltou 84,4% sobre julho de 2009 e 45,8% em relação a junho. Já a oferta de assentos cresceu 23,8% e 23,3%, respectivamente, nas mesmas bases de comparação.

E, entre as principais baixas do Ibovespa, partiam as units da ALL (-1,47%, a R$ 16,70), as ações PN da Lojas Americanas (-1,53%, a R$ 14,73) e ON da CCR Rodovias (-1,63%, a R$ 39,60).

A CCR firmou um acordo para compra de 73,45% da concessionária Rodovias Integradas do Oeste SA (SPVias) por R$ 947,2 milhões. A SPVias é responsável pelo lote 20 do programa paulista de concessões de rodovias.

Entre as chamadas "blue chips", minutos atrás, os papéis PN da Petrobras subiam 0,58%, a R$ 29,25, enquanto as ações PNA da Vale recuavam 0,68%, para R$ 43,76.

No mercado cambial, a moeda americana continua a apresentar leve baixa em relação à divisa brasileira. Há instantes, o dólar comercial cedia 0,11%, cotado a R$ 1,760 na venda. Na BM & F, o contrato com vencimento em setembro perdia 0,14%, a R$ 1,767. (Beatriz Cutait | Valor)

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