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04/08/2010 - 19h14

Ministério embarga vendas de carne in natura da BRF Foods

BRASÍLIA - Estão embargadas as vendas de novos lotes de carnes de aves in natura congeladas e resfriadas da Brasil Foods (Sadia e Perdigão), de Santa Catarina; Rigor Alimentos, de São Paulo; e Copacol, do Paraná, por tempo indeterminado. A decisão é do Ministério da Agricultura, que encontrou excesso de água nos alimentos.

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) saiu em defesa das empresas. Em nota, a entidade tenta desqualificar a decisão do ministério e diz que confia "nas boas práticas de produção" de suas associadas.

"A decisão foi tomada tendo por base uma metodologia não validada, e que já está sendo objeto de discussão do setor avícola com o Ministério da Agricultura. As empresas associadas da Ubabef já apresentaram recurso ao ministério, questionando a metodologia utilizada, devido à mesma não ser baseada em critérios técnico-científicos", diz a nota.

A Brasil Foods (BRF) também divulgou nota informando que apresentou recurso ao Ministério da Agricultura contestando o resultado de análise que motivou o regime especial da comercialização de carnes in natura de uma de suas unidades industriais.

"A BRF entende que as imposições não possuem lastro legal e questiona os critérios técnico-científicos da metodologia adotada para essas avaliações. A companhia ratifica que o regime especial é uma restrição temporária e afeta somente uma de suas plantas. A BRF esclarece ainda que cumpre rigorosamente todas as especificações legais recomendadas pelo ministério, e que adota rígidos padrões de controle de qualidade em todas as suas linhas de produção".

Também em nota, o Ministério da Agricultura informou que as três empresas foram submetidas ao regime especial de fiscalização. Por esse regime, toda a produção listada precisa ser verificada antes da comercialização.

As empresas só serão liberadas para a venda desses lotes quando retomarem os padrões legais da produção. O ministério informou ter constatado que os cortes de aves continham água em níveis superiores aos 6% permitidos, após o descongelamento.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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