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05/08/2010 - 07h51

Bovespa retoma os 68 mil pontos e dólar cai a R$ 1,758

SÃO PAULO - Os dados da economia americana surpreenderam de forma positiva e ajudaram a garantir um pregão com viés positivo nas bolsas de valores. No entanto, o movimento comprador foi um tanto tímido e incerto. No câmbio, o dólar ganhou do euro e outras moedas, mas fechou com baixa ante o real. Já os contratos de juros futuros voltaram mostrar inclinação positiva.

Na agenda, a EDP, empresa que processa folhas de pagamento, mostrou a abertura de 42 mil postos de trabalho no setor privado americano durante o mês de junho, o resultado superou as expectativas, que rondavam os 30 mil. Atenção, agora, aos dados oficiais do Departamento de Trabalho, que serão conhecidos na sexta-feira.

Surpresa também com o setor de serviços. O índice que mede a atividade subiu de 53,8 em junho, para 54,3 pontos em julho. Cabe lembrar que qualquer leitura acima de 50 indica expansão da atividade.

Em Wall Street, logo após a divulgação dos números, o Dow Jones marcou as máximas do dia, mas o indicador encerrou a jornada com alta de 0,41%, a 10.680 pontos. O S & P 500 teve acréscimo 0,61%, fechando a 1.127 pontos. E o Nasdaq subiu 0,88%, para 2.303 pontos.

De volta ao mercado local, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a operar em baixa, mas encerrou o dia acima dos 68 mil pontos. O Ibovespa marcou alta de 0,40%, aos 68.272 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 6,13 bilhões.

O analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, chama atenção para o volume movimentado na Bovespa, que seguiu forte, o que sinaliza que o investidor segue otimista com o mercado.

Além dos dados americanos, que contribuíram para um novo dia de ganhos do Ibovespa, Brugger aponta para a nova alta dos papéis da Petrobras. As ações PN da estatal subiram pelo quarto dia, ao registrarem apreciação de 0,89%, a R$ 29,34, com giro de R$ 613,4 milhões.

"Os papéis ainda estão com um ajuste natural, tendo em vista a forte queda do ano. O momento é de recuperação, mesmo com o cenário adverso com a capitalização e com os incidentes no Golfo do México. A reação do mercado foi muito exagerada", pontuou Brugger.

O dólar comercial teve um pregão morno nesta quarta-feira. A moeda ficou presa dentro de uma pequena banda de oscilação, sem incentivo para ir abaixo de R$ 1,75 ou superar a linha de R$ 1,76.

No final da jornada, o dólar comercial saía a R$ 1,758 na venda, leve baixa de 0,11%. Na máxima, a divisa foi a R$ 1,763 e na mínima cedeu a R$ 1,752. O giro estimado para o interbancário permaneceu ao redor de US$ 1,5 bilhão pelo segundo dia.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar encerrou com leve baixa de 0,04%, a R$ 1,758. O volume caiu de US$ 109,5 milhões para US$ 58,75 milhões.

O diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, lembrou que a linha de R$ 1,75 continua funcionando como um piso informal. Sempre que a moeda se aproxima desse preço os compradores aparecem.

Já no câmbio externo, o dólar defendeu alta ante seus principais rivais. O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia cerca de 0,50%, para a linha dos 81 pontos. Na terça-feira, o índice tinha recuado para a casa de 80,40 pontos - o menor desde abril. Já o euro perdeu fôlego, voltando à casa de US$ 1,31.

Os contratos de juros futuros marcam novo pregão de alta. Segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, os contratos dão sequência ao ajuste iniciado ontem. "Falta prêmio para incentivar o vendedor, o que faz a curva subir", explicou.

Ainda de acordo com Nepomuceno, depois das mínimas registradas nos últimos pregões, parecia que o mercado tinha se esquecido de uma série de riscos que cercam o cenário e influenciam a condução da política monetária, como quem será o próximo presidente e qual será a composição do próximo Banco Central.
Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, subia 0,07 ponto, a 11,67%. Janeiro de 2013 apontava alta de 0,06 ponto, a 11,96%. E janeiro 2014 ganhava 0,03 ponto, a 11,95%.

Entre os curtos, setembro de 2010 registrava estabilidade a 10,64%. Outubro de 2010 não tinha alteração subia 0,01 ponto, a 10,72%. E janeiro de 2011 também apontava alta de 0,01 ponto, a 10,82%.

Até as 16h10, foram negociados 717.345 contratos, equivalentes a R$ 62,65 bilhões (US$ 35,61 bilhões), montante 14% menor do que o registrado na terça-feira. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 285.275 contratos, equivalentes a R$ 24,43 bilhões (US$ 13,88 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor)
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