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05/08/2010 - 16h16

DIs longos têm forte ajuste de baixa na BM & F

SÃO PAULO - Tudo o que ajustaram para cima nos últimos dois pregões, os contratos de juros futuros devolveram na jornada desta quinta-feira.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, caía 0,10 ponto, a 11,56%. Janeiro de 2013 apontava baixa de 0,09 ponto, a 11,89%. E janeiro 2014 perdia 0,06 ponto, a 11,90%.

Entre os curtos, setembro de 2010 registrava estabilidade a 10,64%. Outubro de 2010 recuava 0,01 ponto, a 10,71%. E janeiro de 2011 apontava baixa de 0,03 ponto, a 10,80%.

Até as 16h10, foram negociados 934.555 contratos, equivalentes a R$ 81,56 bilhões (US$ 46,43 bilhões), montante 30% maior do que o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 284.125 contratos, equivalentes a R$ 24,34 bilhões (US$ 13,86 bilhões).

Na visão do vice-presidente de tesouraria do Banco West LB, Ures Folchini, foram desmontados os argumentos que vinham justificando a adoção de uma postura compradora ou mesmo uma realização de lucros.

Segundo Folchini, o mercado trabalha com três assuntos principais. O primeiro deles são as commodities. Havia uma preocupação com uma subida generalizada de preços em função da disparada de alguns produtos, como o trigo. No entanto, agora, parece que o entendimento é que não faz sentido esperar um aumento generalizado em função de choque de preço de um produto.

O segundo ponto são os dados da Anfavea. A interpretação é que o crescimento de vendas em julho seria mais uma recuperação depois de um mês de junho ruim, que foi prejudicado pela ocorrência da Copa do Mundo. O terceiro ponto é a própria realização de lucros, que teria se encerrado.

Fora isso, lembra o especialista, o agentes operam no aguardo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que deve voltar a mostrar inflação próxima de zero. O dado será apresentado amanhã.

A Anfavea mostrou que a produção de veículos atingiu 315,9 mil unidades em julho, alta de 12% sobre igual período de 2009 (281,9 mil unidades) e leve alta de 3,2% sobre junho. Já a venda de veículos somou 302,2 mil unidades no mês passado, alta de 5,9% no comparativo anual, e um salto de 15,1% sobre o mês de junho.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que avançou 0,22% em julho, recuando de 0,34% em maio.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 208,8 mil Letras Financeiras do Tesouro (LFT) das 500 mil que ofertou, levantando R$ 901 milhões. Também foram colocadas 2,4 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), movimentando R$ 1,96 bilhão. O lote todo tinha 2,75 milhões de letras. Ainda foram vendidas todas as 2,5 milhões de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) ofertadas, a R$ 2,35 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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