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05/08/2010 - 11h46

Dólar segue em queda, com investidor atento aos EUA

SÃO PAULO - Os investidores estão atentos aos fundamentos da economia americana, o que está influenciando o preço do dólar comercial, que, há pouco, tinha ligeira queda de 0,11%, cotado a R$ 1,754 na compra e a R$ 1,756 na venda.

No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F subia 0,19%, cotado a R$ 1,766.
Em Wall Street, os índices Dow Jones e S & P 500 tinham declínio de 0,25% e 0,40%, respectivamente. Por aqui, o Ibovespa registrava, minutos atrás, leve baixa de 0,04%.
O economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, explica que o mercado não tem reagido a dados divulgados nos EUA de forma pontual, porque a avaliação é que o crescimento da economia americana está acontecendo a um ritmo mais baixo do que se esperava.
Exemplo disso é que ontem foram divulgados indicadores nos EUA com viés positivo e a cotação do dólar ficou oscilando entre ligeira alta e leve queda ante o real.
O mesmo pôde ser observado hoje. O Departamento do Trabalho dos EUA revelou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país tiveram um aumento de 19 mil na semana encerrada em 31 de julho, em relação à leitura anterior. O resultado decepcionou o mercado, já que os analistas projetavam queda nas solicitações.

"Hoje o cenário não é de aversão ao risco do lado financeiro, como ocorreu em 2008, em meio à crise financeira internacional, ou no primeiro semestre deste ano, quando a Europa enfrentava a crise das dívidas soberanas. As condições de liquidez no mundo melhoraram. Por isso, os investidores estão olhando mais para os fundamentos da economia americana e avaliando seu desaquecimento", afirma Velho.
Ele também ressalta a questão do fluxo cambial, que tem pressionado para baixo a cotação do dólar. Ontem, o Banco Central divulgou que, na última semana de julho, o fluxo foi positivo em US$ 3,017 bilhões, de forma que o saldo acumulado no mês passado ficou positivo em US$ 712 milhões.

A entrada de moeda estrangeira no Brasil acarretou a redução da posição vendida dos bancos para US$ 10 bilhões. "Caiu a posição vendida dos bancos, mas ela continua significativa, de forma que não vejo muita força para o dólar subir", afirma.

Segundo ele, o preço do dólar poderia estar caindo mais, não fosse a expectativa entre operadores de intervenção do Bacen no mercado futuro, por meio do leilão de swap cambial reverso.

(Karin Sato | Valor)

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