UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

05/08/2010 - 11h59

Duratex eleva a R$ 570 milhões seus investimentos em 2010

SÃO PAULO - A Duratex anunciou nesta quinta-feira que elevou de R$ 420 milhões para R$ 570 milhões sua previsão de investimentos em 2010.
A companhia vai aplicar R$ 220 milhões na Divisão Deca, sendo R$ 120 milhões direcionados à ampliação da planta de metais em Jundiaí (SP). Com isso, a empresa espera ampliar sua produção anual em 1,2 milhão de peças, para 18,2 milhões ao final de 2011.
Outros R$ 100 milhões serão aplicados na fábrica de Queimados (RJ), que foi comprada da Ideal Standard em 2008 e nunca operou sob o comando da Duratex. Para produzir 9,9 milhões de louças a partir de 2012, a companhia vai contratar mais 450 funcionários para a nova planta.
Além disso, em julho a Duratex investiu R$ 148 milhões na compra de sete fazendas, que somam 8.671 hectares de florestas formadas, no estado de São Paulo. A operação permitirá à empresa ampliar seus negócios da Divisão de Madeiras, totalizando 224 mil hectares com florestas plantadas, que alimentarão sua fabricação de painéis de madeira.
O aumento nos investimentos, explica Flavio Donatelli, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Duratex, visa preparar a empresa para atender o crescimento da demanda no setor. "Como estávamos trabalhando com um nível de capacidade bastante elevado, e o segmento de construção permanece muito aquecido, decidimos reativar a fábrica de Queimados. Com isso, também teremos um ganho logístico, com mais uma planta próxima dos centros consumidores", diz.
O executivo destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção deve crescer 9% neste ano, acima dos 6% estimados para a economia brasileira. Apesar da forte demanda, os preços dos produtos, de acordo com Donatelli, permanecem abaixo dos praticados em 2008. "Mas não temos perspectivas de reajustes", afirma.
O fim dos estímulos fiscais ao setor, previsto para dezembro, na avaliação do diretor financeiro e de Relações com Investidores da Duratex, não deve impactar os negócios. "O crescimento da construção depende muito da renda, e esta continua expandindo", diz. "Além disso, a construção civil é importante para a geração de emprego, e o governo tem demonstrado interesse em manter o mercado de trabalho aquecido. Sem falar da questão do déficit habitacional, que continua alto", complementa Alvaro Penteado de Castro, gerente de Relações com Investidores.

(Francine De Lorenzo | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host