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05/08/2010 - 09h49

Ibovespa futuro aponta para abertura negativa no pregão

SÃO PAULO - Um dia antes da divulgação dos números oficiais do emprego americano, novos dados do mercado de trabalho do país deixam os investidores mais cautelosos antes da abertura do pregão.

No Brasil, minutos atrás, o Ibovespa futuro recuava 0,43%, aos 68.275 pontos.

Na jornada passada, o Ibovespa subiu 0,40% e atingiu 68.272 pontos. O volume financeiro movimentado somou R$ 6,14 bilhões. Vale lembrar que, de 19 de julho a 2 de agosto, o índice acumulou ganhos de 9,91% e, desde então, só recuou na última terça-feira.

Destaque deste pregão, o Departamento do Trabalho dos EUA revelou que os novos pedidos de seguro-desemprego somaram 479 mil na semana fechada no dia 31 deste mês, o que representa um aumento de 19 mil em relação à leitura de uma semana antes (460 mil, revista). O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que projetava uma queda no número de pedidos iniciais do benefício.

Na Europa, as decisões de política monetária anunciadas vieram em linha com o esperado. O Banco Central Europeu (BCE) manteve novamente a principal taxa de juro da zona do euro em 1%. A mesma decisão adotou o comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, que deixou a taxa básica de juro do país estável em 0,5%.

No cenário doméstico, a Anfavea revela os números do setor automobilístico no mês de julho.

Pela manhã, os índices futuros americanos operavam em baixa, enquanto as bolsas europeias operavam de lado, com os agentes também de olho em balanços de empresas como a seguradora britânica Aviva, da Unilever e do banco Barclays.

Na Ásia, as bolsas também fecharam os negócios sem rumo definido, reagindo aos dados referentes ao mercado de trabalho americano e ao balanço da montadora Toyota, divulgados ontem.

No Japão, o índice Nikkei 225 subiu 1,73%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng registrou ganho de apenas 0,01%. Já na China, o Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, caiu 0,67% e, em Seul, o Kospi recuou 0,30%.

No campo corporativo, a Cielo - empresa de cartões de pagamento, antes chamada de Visanet - reportou lucro de R$ 457,7 milhões no segundo trimestre, um incremento de 25,5% sobre o resultado líquido apurado no mesmo período de 2009 (R$ 364,8 milhões).

No setor de telecomunicações, os resultados da operadora brasileira de telefonia celular Vivo ajudaram o lucro da Portugal Telecom (PT) a subir 82,5% no segundo trimestre. O ganho somou 164,2 milhões de euros, comparáveis aos 90 milhões de euros obtidos um ano antes, e superou a estimativa de analistas.

(Beatriz Cutait | Valor)

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