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06/08/2010 - 12h59

Aversão ao risco aumenta e dólar sobe a R$ 1,762

SÃO PAULO - O dólar perde força ante o euro e outras moedas, mas ganha do real, que tem sua formação de preço mais atrelada ao aumento na aversão ao risco em âmbito global.

Por volta das 13 horas, o dólar comercial apontava alta de 0,45%, a R$ 1,762 na venda. Na semana, a moeda mostra leve alta de 0,34%.

No mercado futuro, o dólar com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), subia 0,48%, a R$ 1,771.

Fazendo uma análise gráfica do dólar futuro, o especialista em câmbio da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, lembra que a divisa respeita um canal de baixa desde maio, que tem como limite a linha de R$ 1,774. Caso esse preço seja consistentemente rompido para cima, a moeda pode buscar a linha de R$ 1,793.

No câmbio externo, o euro ganha do dólar e testa máximas acima de US$ 1,33, preço não registrado desde o começo de maio.

Já o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava cerca de 0,6%, para baixo dos 80,4 pontos, menor leitura desde meados de abril.

O dólar perde força em resposta aos dados de emprego nos Estados Unidos, que vieram piores do que o esperado. Foram perdidos 131 mil postos de trabalho em julho, corte acima do previsto. Já a taxa de desemprego permaneceu em 9,5%, contra previsão de alta para 9,6%.

Acontece que essa piora na economia americana tira da força das bolsas e aumenta a aversão ao risco. E a formação de preço do real parece mais atrelada a esses fatores.

O VIX, índice que mede a volatilidade das opções do mercado americano e é visto com um termômetro da aversão ao risco, subia 6%, na linha dos 23,4 pontos.

Em Wall Street, o Dow Jones e o Nasdaq caíam mais de 1,20% cada. Por aqui, o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), devolvia 0,91%.

(Eduardo Campos | Valor)

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