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06/08/2010 - 18h27

Dilma não vê problema em fazer campanha com o "olho no retrovisor"

SÃO PAULO - Um dia depois do debate entre os presidenciáveis, a candidata Dilma Rousseff (PT) manifestou a intenção de insistir, durante a campanha eleitoral deste ano, na comparação entre as heranças dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
A candidata petista fez questão de ressaltar que ela e o adversário José Serra (PSDB) têm projetos diferentes para o Brasil. Acrescentou que estranhou a declaração do tucano no debate, que afirmou não ser correto fazer campanha olhando para o retrovisor. Na ocasião, Dilma comparou a geração de empregos nas suas gestões.
"A pessoa (Serra) alega experiência. Ele foi ministro por duas vezes, inclusive, um poderoso ministro de uma área econômica do governo FHC. Não vejo o que tem de retrovisor a gente discutir os diferentes projetos que ocorreram neste país. Eu tenho o que apresentar", afirmou Dilma após participar da assinatura do Termo de Adesão ao Projeto Presidente Amigo da Criança da Fundação Abrinq.

A ex-ministra da Casa Civil também declarou que está mais apta para suceder o presidente Lula. "Eu afirmo que tenho mais competência porque quando foi a minha vez de participar do fazer, nós fizemos mais. Eles, quando tiveram a oportunidade de participar do fazer, fizeram menos", disse a petista, insistindo na comparação entre as duas gestões.
Ao frisar as diferenças de projetos, Dilma lembrou que o DEM, que faz parte da coligação de Serra, acionou a Justiça contra o Prouni, que oferece bolsas de estudos para jovens em universidades particulares. Além disso, acusou democratas e tucanos de serem contrários à interiorização da educação no país.
"Falavam que o Bolsa Família era o Bolsa Esmola. Agora, na vespéra da eleição, não é bem assim", ironizou Dilma ao destacar o principal programa de transferência de renda do governo Lula. A candidata ainda enfatizou que não vai abrir mão de mencionar o nome do presidente, que tem altos índices de aprovação, ao longo da campanha.

"Podem querer que eu não vou fazer isso. Vou continuar falando do presidente Lula e do nosso governo". Questionada sobre o debate, afirmou que não se sentiu atacada pelo ex-governador tucano. Também descartou a ideia de que o encontro tenha sido polarizado por ela e Serra.
O documento assinado hoje na Fundação Abrinq determina o compromisso da candidata, se eleita, em apresentar propostas que ajudem a reduzir a mortalidade infantil e protejam as crianças de todas as formas de abusos.

(Fernando Taquari | Valor)

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