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10/08/2010 - 17h09

Avesso ao risco investidor compra dólar, que sobe a R$ 1,758

SÃO PAULO - A piora de humor que pauta os negócios nesta terça-feira também fez preço no mercado de câmbio local. Avessos ao risco, os investidores venderam ações, commodities e outros ativos de risco como a moeda brasileira.

Ao final da jornada o dólar comercial apontava alta de 0,34%, a R$ 1,758 na venda. Na máxima a moeda foi a R$ 1,765. O giro estimado para o interbancário foi a US$ 2,3 bilhões, contra menos de US$ 1 bilhão no pregão de ontem.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar encerrou com alta de 0,24%, a R$ 1,7574. O volume subiu de US$ 58,75 milhões para US$ 100,75 milhões.

E no mercado futuro, o dólar com vencimento setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava valorização de 0,36%, a R$ 1,7655, antes do ajuste final de posições.

Segundo o diretor da corretora Futura, André Ferreira, o tom negativo do dia foi garantido pela China, onde as bolsas caíram com força depois do baixo crescimento das importações, o que é visto como um sinal de menor atividade.

Já a esperada decisão de Federal Reserve (Fed), banco central americano, tem caráter positivo, diz o especialista.

O BC americano anunciou novas medida para estimular a economia e manteve o juro entre zero e 0,25%. De acordo com a decisão de hoje, o Fed manterá constante suas reservas de ativos, reinvestindo os pagamentos que receber das aplicações em títulos de agências e papéis atrelados a ativos na compra de títulos de longo prazo do Tesouro. O Fed também continua rolando suas posições em títulos da dívida conforme os vencimentos.

Segundo Ferreira, o efeito "colateral" dessa medida deve ser a continuidade do movimento de baixa no preço do dólar ao redor do mundo.

Ainda de acordo com o diretor, os agentes estão atentos aos números que serão apresentados hoje à noite sobre a economia chinesa. Se os dados forem positivos, Ferreira acredita que o dólar já deve abrir o pregão de quarta-feira apontando para baixo.

No câmbio externo, o euro também perdeu valor par ao dólar, mas defende a linha de US$ 1,31, depois de cair a US$ 1,30 nas mínimas. Já no mercado de commodities, o WTI caiu mais de 1%, e fechou ao redor dos US$ 80 o barril.

(Eduardo Campos | Valor)

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