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10/08/2010 - 15h51

Bolsas americanas e brasileira reduzem perdas depois da decisão do Fed

SÃO PAULO - Os mercados acionários americano e brasileiro reduziram as perdas no pregão desta terça-feira, após o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, ter divulgado sua decisão de política monetária e o comunicado posterior ao encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Conforme o esperado, o Fed manteve a meta da taxa básica de juros dos Estados Unidos dentro do intervalo entre zero e 0,25%.

A instituição admitiu que o ritmo de recuperação da economia dos EUA deve ser "mais modesto no curto prazo" que o esperado, uma vez que o passo da produção e do mercado de trabalho se desacelerou nos últimos meses.

Como contribuição para sustentar o ritmo de atividade, o Fed vai reinvestir os pagamentos de principal de títulos lastreados em hipotecas feito por agências de financiamento imobiliário em títulos do Tesouro de longo prazo.

"Para ajudar a recuperação econômica em um contexto de estabilidade de preços, o Comitê vai manter constante a carteira de títulos do Federal Reserve no nível atual", diz o comunicado que acompanhou a decisão do Fomc.

Diante dessa decisão, no Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu as perdas, que superavam 1% antes do anúncio do Fed.

Próximo das 15h50, o Ibovespa, que já atingiu 66.946 pontos na mínima do dia, recuava 0,70%, aos 67.384 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 3,885 bilhões.

Em Wall Street, no mesmo horário, enquanto o índice Dow Jones cedia 0,18%, o Nasdaq perdia 0,80% e o S & P 500 se desvalorizava em 0,24%.

O economista da Modal Asset Management, Ivo Chermont, assinala que a decisão do Fed de injetar liquidez na economia é positiva, já que poderá contribuir para a redução do risco de deflação enfrentado pelos Estados Unidos.

"No comunicado, o Fed reconheceu que a economia dos Estados Unidos se desacelerou do primeiro para o segundo trimestre do ano. O risco enfrentado pelo país hoje é o de inflação muito baixa e, uma vez que os juros já estão zerados, o Fed pode apenas resgatar a liquidez. A instituição está mantendo o tamanho do balanço de risco, apenas substituindo o que está vencendo", comentou.

Ao apontar que a medida correspondeu às expectativas, o economista da Modal assinalou que o mercado pode interpretar, por um ângulo, que a liquidez da economia americana aumentará e que os riscos de deflação irão diminuir. "Por outro lado, o Fed reconheceu que coisa está ficando feia", observou.

(Beatriz Cutait | Valor)

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