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10/08/2010 - 13h19

Braskem estuda emissão de eurobônus para melhorar perfil das dívidas

SÃO PAULO - A Braskem planeja realizar ainda neste ano uma emissão de eurobônus para melhorar o perfil de sua dívida. A ideia é aproveitar as boas condições obtidas nas últimas captações para dar continuidade ao programa da petroquímica que prevê alongar o prazo médio da dívida de 8,2 anos para 10 anos.

"O mercado está receptivo para determinados nomes (...). Para alguns emissores, há receptividade", afirmou Marcela Drehmer, responsável pela área de finanças e relações com investidores da Braskem, durante a apresentação à imprensa dos resultados do segundo trimestre, quando o lucro da companhia somou R$ 45 milhões, inferior ao ganho de R$ 1,156 bilhão de um ano antes.

De acordo com a executiva, o grupo quer diversificar suas fontes de financiamento e o mercado europeu tem se mostrado bastante competitivo. No mês passado, a Braskem captou US$ 350 milhões com a reabertura de seus bônus com vencimento em 2020, pagando rendimento de 6,875% ao ano, a menor taxa de retorno já oferecida pela companhia na história.

Drehmer disse que a companhia ainda não definiu o volume financeiro da futura captação em euros, mas adiantou que a operação deverá seguir o montante de benchmark (referência) do mercado de eurobônus.

Dentro dos planos da empresa de recuperar a solidez financeira de antes da aquisição da Quattor, a Braskem quer reduzir a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (geração de caixa) para um múltiplo de 2,5 vezes. Em junho, esse nível de alavancagem ficou em 2,84 vezes.

Só no segundo trimestre, a empresa adiantou o pagamento de R$ 4,1 bilhões em dívidas, na esteira de uma captação de R$ 3,74 bilhões via uma oferta privada de ações. Aproximadamente 80% desse passivo se refere a obrigações da Quattor, disse Drehmer.

(Eduardo Laguna | Valor)

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