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10/08/2010 - 14h34

Braskem será terceiro maior comprador de etanol do país

SÃO PAULO - O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, disse hoje que sua empresa estará entre os três maiores consumidores de etanol do país com o início das operações da planta de eteno verde no polo petroquímico de Triunfo (RS), previsto para setembro.

A unidade produzirá 200 mil toneladas anuais de eteno - um dos insumos para a produção de plástico - a partir do consumo de 460 mil metros cúbicos de etanol de cana-de-açucar. No total, a Braskem passará a demandar 700 mil metros cúbicos de etanol, volume que só fica atrás das compras do produto feitas pelas revendedoras de combustíveis BR Distribuidora e Ipiranga, disse Gradin.
"Em consumo (próprio), seremos os maiores", disse o executivo durante apresentação a jornalistas das demonstrações financeiras do segundo trimestre, quando a Braskem teve lucro líquido de R$ 45 milhões.

Em Triunfo, a companhia já garantiu as contratações de etanol necessárias ao suprimento da unidade de eteno verde. O projeto está dentro do plano da Braskem de ser o maior grupo em química sustentável do mundo. Um direcionamento estratégico nesse sentido deverá ser colocado para apreciação do conselho de administração em setembro. A ideia é ter novos projetos de produção de insumos plásticos a partir do etanol a outras partes do Brasil e do mundo.

Gradin assinalou que a companhia tem dialogado com governos estaduais e de outros países para levar metódos de produção sustentáveis. "O novo projeto pode ser no Brasil ou fora", disse. O posicionamento "sustentável", no entanto, não afeta os projetos em andamento no exterior, que envolvem investimentos na Venezuela, no Peru e no México.

Nos Estados Unidos - um dos focos da internacionalização da Braskem após a compra de ativos da Sunoco Chemicals -, Gradin informou que a companhia só voltará a analisar novas aquisições a partir do quarto trimestre. "O mercado americano está andando de lado e acreditamos que as oportunidades vão continuar no primeiro semestre do ano que vem", disse o presidente da petroquímica .

O executivo ainda informou que a companhia desistiu de vender a distribuidora de produtos químicos quantiQ. No entanto, o grupo vai buscar um sócio para o negócio. "Faz sentido manter a distribuidora", afirmou Gradin, acrescentando, no entanto, que a quantiQ não fará concorrência com os distribuidores de resinas da Braskem.

No campo do suprimento energético, o grupo segue interessado em ter uma participação na usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, como autoprodutor. A petroquímica, contudo, ainda não obteve uma reposta sobre as premissas apresentadas para sua entrada no consórcio responsável pela construção da usina.

(Eduardo Laguna | Valor)

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