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10/08/2010 - 12h49

Com cautela diante de China e Fed, Ibovespa cai para 67.023 pontos

SÃO PAULO - Em dia de decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, os investidores adotam postura mais cautelosa nos mercados acionários, diante de indicadores piores que o previsto da economia chinesa.

Em meio à forte queda dos preços das commodities, no Brasil, as ações de maior peso sobre o Ibovespa pressionam o índice para baixo.

Por volta das 12h45, o índice recuava 1,24% e marcava 67.023 pontos. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a perder os 67 mil pontos. O giro financeiro negociado corresponde a R$ 2,1 bilhões.

Em Wall Street, as bolsas também apresentam perdas nesta jornada, embora tenham reduzido a queda. Enquanto o índice Dow Jones cedia 0,75%, o Nasdaq recuava 1,33% e o S & P 500 registrava baixa de 0,94%.

Na agenda desta terça-feira, destaque para os números da China. O país registrou saldo comercial de US$ 28,7 bilhões em julho, o maior superávit desde janeiro de 2009. As atenções dos agentes, entretanto, se voltam ao crescimento de 22,7% das importações no mês passado em relação a julho de 2009, um número mais fraco que o previsto. A taxa anual de expansão das compras chinesas no mês anterior havia sido de 34,1%.

"Há dois fatores que levaram o mercado a assumir uma postura mais cautelosa, evitando ativos de risco neste pregão. Em primeiro lugar está a expectativa em relação à reunião do Fed, já que o mercado pôs na cabeça que a instituição dará alguma indicação de recolocar estímulos ao crescimento da economia. E há também a China, com um crescimento mais fraco das importações", pontuou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

O economista avalia que o Fed tem, de fato, dado sinais de que a economia precisa retomar sua política de "quantitative easing", um tipo específico de expansão monetária, e que o tema deve ser ao menos discutido no encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, sigla em inglês) desta terça-feira.

Ainda nesta jornada, o Departamento do Comércio do governo americano revelou que os estoques dos atacadistas do país aumentaram 0,1% em junho, perante maio. Foi uma alta menor do que a esperada pelos analistas, que apostavam em um crescimento de cerca de 0,5%.

No front corporativo nacional, entre as "blue chips", os papéis PNA da Vale caíam, há pouco, 1,81%, a R$ 43,35, com giro de R$ 387,5 milhões, enquanto os papéis PN da Petrobras cediam 1,42%, a R$ 28,42, com volume negociado de R$ 201,7 milhões.

Terceiro maior giro do dia, as ações ON da OGX Petróleo perdiam 1,69%, a R$ 18,01, com total negociado de R$ 98,5 milhões.

Entre as principais altas do Ibovespa estavam as ações ON da MRV (1,05%, a R$ 15,31), da Lojas Renner (0,89%, a R$ 52,91) e da Rossi Residencial (0,59%, a R$ 15,29).

Na trajetória oposta destaque negativo para os papéis ON da mineradora MMX (-3,98%, a R$ 12,77), PN da Tim Participações (-3,01%, a R$ 5,14) e ON da Natura (-2,96%, a R$ 42,94).
(Beatriz Cutait | Valor)

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