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10/08/2010 - 18h30

Comércio eletrônico fatura R$ 6,7 bilhões e cresce 40% no 1º semestre

O comércio eletrônico brasileiro registrou faturamento de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2010, um crescimento de 40% na comparação com os seis primeiros meses de 2009, quando o varejo online faturou R$ 4,8 bilhões. Os dados fazem parte do relatório Relatório WebShoppers divulgado hoje pela consultoria e-bit.

Com base no avanço do primeiro semestre, a e-bit elevou a previsão anual de faturamento do e-commerce brasileiro para R$ 14,3 bilhões em 2010, um volume 35% superior aos R$ 10,6 bilhões que o mercado faturou em 2009. Em março, a e-bit estimava um faturamento de R$ 13,6 bilhões para o setor este ano.

O número de consumidores que fizeram ao menos uma compra pela internet até junho deste ano foi de 20 milhões, volume 11,7% superior ao total de 17,9 milhões de e-consumidores no final de 2009. A expectativa da e-bit é de que o volume atinja 23 milhões de internautas brasileiros até o final do ano, superando em 30,7% a base de clientes do ano passado.

A retomada do crédito ao consumidor, a entrada de novas empresas no meio eletrônico e a fusão de grandes grupos de varejo, já conhecidos no mundo ?offline? estão entre os fatores que colaboraram para elevar a confiança do consumidor nas compras eletrônicas durante o primeiro semestre, analisa a consultoria.

Neste ano, a Copa do Mundo também ajudou a alavancar o faturamento do setor, especialmente fevereiro março além das vendas sazonais ligadas a datas como Dia das Mães e dos Namorados.

Conforme destaca o diretor-presidente da e-bit, Pedro Guasti, o consumo mais elevado de televisores de tela plana, a partir de fevereiro, e de eletrodomésticos por conta do fim do prazo de isenção do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI), contribuíram para uma elevação de 17% no gasto médio do consumidor brasileiro no primeiro semestre, que somou R$ 379.

"Embora o prazo para isenção do IPI na linha branca tenha acabado em 31 de janeiro, algumas lojas contavam com produtos em estoque e estenderam o desconto por um ou dois meses, o que incentivou o consumo na categoria", observa o diretor-presidente da e-bit, Pedro Guasti.

O incentivo tributário, segundo Guasti, ajudou a elevar os Eletrodomésticos da quarta para a segunda posição no ranking das cinco categorias com maior volume de pedidos online no primeiro semestre, ante os primeiros seis meses de 2009.

A categoria de 'Livros e Assinaturas de Revistas e Jornais' se manteve em primeiro lugar no ranking dos itens mais vendidos nas lojas online do País, seguida por 'Eletrodomésticos', 'Saúde, Beleza e Medicamentos', 'Informática' e 'Eletrônicos'.

(Daniela Braun | Valor)

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