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10/08/2010 - 16h07

Conta externa será deficitária em 2,6% do PIB em 2011, diz Fazenda

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda projeta que o déficit da conta corrente externa deve se aprofundar para 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011. Para 2010, a expectativa é de que as transações correntes sejam deficitárias em 2,3% do PIB, ante 1,5% em 2009, de acordo com dados divulgados hoje na publicação "Economia Brasileira em Perspectiva".

A publicação bimestral relativa a junho/julho também aponta que a Fazenda espera a balança comercial com uma retração no superávit ano que vem, para US$ 9 bilhões. Em 2010 espera que o saldo comercial fique positivo em US$ 17 bilhões.

Pela primeira vez, embora a publicação esteja em seu número 7, o ministro da Fazenda Guido Mantega, convocou coletiva para divulgar os dados. Questionado se ele não estaria criando um fato político, tendo em vista que se está em pleno processo eleitoral, Mantega negou: "A economia prossegue, a despeito do período eleitoral."
Em relação ao investimento estrangeiro direto, Mantega está mais otimista que o Banco Central (BC) e espera que atinjam US$ 45 bilhões este ano, previsão abandonada pelo BC em junho, que agora estima US$ 38 bilhões nesses ingressos para 2010.

Nos dados relativos às contas externas, a Fazenda projeta a conta corrente deficitária em 2,3%, ante 2,2% esperados pelo BC. Em termos nominais, para o ministério esse déficit ficará ao redor de US$ 45,9 bilhões, abaixo dos US$ 49 bilhões aguardados pela autoridade monetária até junho.

Na projeção para 2011, a Fazenda estima a conta corrente externa em US$ 56 bilhões em 2011, perto dos US$ 58 bilhões projetados pelas instituições financeiras, de acordo com a pesquisa Focus, divulgada semanalmente pelo BC.

Ainda segundo a publicação, a conta de serviços e rendas do Brasil com o exterior deve ter remessas líquidas de US$ 66,4 bilhões este ano, devendo subir a US$ 69 bilhões em 2011.

As remessas de lucros e dividendos são esperadas em US$ 33 bilhões pela Fazenda, indo para US$ 34 bilhões no ano que vem. As viagens internacionais estão com déficit previsto de US$ 8,9 bilhões no ano e US$ 9 bilhões negativos em 2011.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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