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10/08/2010 - 09h47

Desaceleração da economia chinesa deve pesar sobre abertura da Bovespa

SÃO PAULO - Evento mais aguardado do dia, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, anuncia hoje sua decisão de política monetária.

Embora a expectativa seja de manutenção dos juros básicos no patamar entre zero e 0,25%, o mercado está à espera do comunicado a ser divulgado após a reunião, que pode trazer ou acenar com novas medidas de estímulo à economia.

A reunião do Fed, entretanto, ocorre apenas à tarde. Até lá, os agentes se voltam a indicadores vindos não apenas dos Estados Unidos, mas também da China, o que já está azedando o humor dos agentes.

No mercado brasileiro, há pouco, o Ibovespa futuro recuava 0,87%, para 67.260 pontos.

Ontem, o índice registrou queda de 0,34%, aos 67.862 pontos, e movimentou R$ 4,1 bilhões.

Nesta manhã, a China revelou um saldo comercial de US$ 28,7 bilhões em julho, o maior superávit desde janeiro de 2009.

O ritmo de crescimento das exportações e importações, contudo, foi menor no período. Enquanto as vendas ao mercado externo subiram 38,1% em relação a julho do ano passado, para US$ 145,5 bilhões, as compras do país cresceram 22,7%, somando US$ 116,8 bilhões.

Além disso, a agência de notícias estatal Xinhua mostrou que a alta de preços dos imóveis residenciais nas principais cidades da China também se desacelerou em julho.

No mês passado, os preços das moradias subiram 10,3% em relação a julho de 2009, percentual inferior aos 11,4% registrados em junho e aos 12,4% de maio.

Ainda hoje, só que após as 23 horas, a China apresenta os dados sobre indústria, varejo, inflação e investimento, também referentes a julho.

E, nos Estados Unidos, os investidores aguardam a divulgação do indicador relativo aos estoques no atacado de junho.

Pela manhã, os índices futuros americanos registravam queda, na mesma direção das bolsas europeias.

Na Ásia, as bolsas já encerraram a jornada em baixa, com os investidores de olho nos dados mais fracos que o esperado da balança comercial chinesa.

Em Xangai, o índice Shanghai Composite despencou 2,89%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,50%. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,22% e, em Seul, o Kospi perdeu 0,50%.

No front corporativo doméstico, na continuação da safra de balanços, a companhia aérea Gol encerrou o intervalo abril-junho com prejuízo de R$ 51,9 milhões, comparável a um lucro de R$ 353,7 milhões no mesmo período de 2009. Maiores despesas operacionais relacionadas à reformulação de frota e perdas no lado financeiro justificam a piora no resultado da empresa.

A receita líquida da companhia somou R$ 1,59 bilhão no segundo trimestre, com alta de 14,1% ante igual intervalo do ano passado.

Já a construtora MRV Engenharia reportou lucro recorde de R$ 150,5 milhões no segundo trimestre, mais que o dobro do ganho de R$ 73,9 milhões apurado em igual período de 2009. A receita líquida da empresa subiu 81%, para R$ 705,1 milhões.

A Randon, por sua vez, fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 63,8 milhões, uma alta de 43,4% na comparação com igual período do ano passado.

A receita líquida consolidada da companhia foi de R$ 918,6 milhões no segundo trimestre, o que representou um aumento de 48% na comparação anual.

A Randon ainda revisou o guidance para este ano, e a projeção de receita líquida passou para R$ 3,4 bilhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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