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10/08/2010 - 11h52

Dólar segue em alta, cotado a R$ 1,764

SÃO PAULO - Os compradores continuam a ditar o rumo do mercado de câmbio e o dólar comercial segue em firme alta. Por volta das 11h50, a moeda americana tinha um ganho de 0,68%, cotada a R$ 1,762 na compra e a R$ 1,764 na venda.

No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F subia 0,73%, a R$ 1,772.
Hoje os investidores repercutem a notícia de que houve desaceleração no ritmo de crescimento das importações na China, o que está resultando em queda nas commodities. O índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha retração superior a 1% minutos atrás.
Em julho, as importações na China subiram 22,7% contra igual mês de 2009, somando US$ 116,8 bilhões. A expectativa de analistas era de que as importações avançassem cerca de 30%, no mês passado. Além disso, no mês anterior, o crescimento anual havia sido de 34,1%.
"O mercado repercutiu essa notícia porque a China é hoje a grande propulsora do mercado mundial e uma grande consumidora de commodities", diz o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
Já as exportações subiram 38,1% em relação a julho do ano passado, para US$ 145,5 bilhões. O volume é recorde e levou o país a registrar saldo de US$ 28,7 bilhões em sua balança comercial. Por conta desses resultados, Rodrigues alerta que deve aumentar a pressão pela valorização do yuan.
A cotação do dólar também está sendo pressionada pelo clima de cautela por conta da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre o juro, que será anunciada hoje.
A taxa deve permanecer entre zero e 0,25%, mas as atenções estão voltadas mesmo ao comunicado que acompanha a decisão. "O Fed pode admitir o arrefecimento da economia e anunciar - ou ao menos sinalizar - a adoção de novas medidas de estímulo", explica o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto. Em Wall Street, os índices Dow Jones e S & P 500 tinham retração superior a 1%.
O dólar não ganha apenas do real nesta terça-feira, registrando firme valorização também frente ao euro, que retornou ao patamar de US$ 1,30. Segundo o diretor de câmbio do Banco Paulista, o motivo é a estreita relação comercial entre a China e a Europa. "Os investidores estão preocupados com a queda nas exportações de países europeus", afirma.
Há pouco, as principais bolsas europeias observavam declínio. Em Frankfurt, o DAX cedia mais de 1%, ao passo que o FTSE-100, de Londres, tinha perda de 0,65%.
(Karin Sato | Valor)

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