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10/08/2010 - 12h53

Dólar sobe, refletindo maior aversão ao risco

SÃO PAULO - O setor de câmbio não escapa da piora de humor que pauta os negócios nos mercados mundiais nesta terça. Avessos ao risco, os agentes vendem ações commodities e outros ativos de risco.

Por volta das 13 horas, o dólar comercial registrava valorização de 0,57%, a R$ 1,762 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,765.

No mercado futuro, o dólar com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), avançava 0,62%, a R$ 1,770.
O tom negativo veio da Ásia, depois que os números de comércio exterior da China não agradaram. As exportações aumentaram 38,1% em julho, acima do previsto, enquanto as importações avançaram 22,7%, abaixo do esperado. O resultado foi um superávit comercial de US$ 28,73 em julho, contra US$ 20 bilhões em junho.

Está prevista para a noite de hoje mais uma série de indicadores sobre a economia chinesa, como vendas no varejo, produção industrial, inflação e investimentos.

Nos Estados Unidos, os agentes reagiram de forma negativa à queda de 0,9% na produtividade do trabalhador no segundo trimestre. De acordo com o Departamento do Comércio essa foi a primeira baixa desde o quarto trimestre de 2008.

A agenda americana ainda reserva a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Atenções voltadas ao comunicado, já que parte do mercado espera que o Fed anuncie novas medidas de estímulo.

Olhando agora o câmbio externo, o preço do euro cai mais de 1% e a moeda volta a ser negociada na linha de US$ 1,30. Vale lembrar que na semana passada, a divisa comum europeia estava acima de US$ 1,33.
Quem ganha valor é o dólar. O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, avançava cerca de 0,80%, para cima dos 81 pontos.

No mercado de commodities a reação também é acentuada. O barril de WTI, por exemplo, caía mais de 2%, voltando a valer menos de US$ 80 o barril.
Nas bolsas as ordens de venda são maioria. Em Wall Street, o Dow Jones perdia 0,76%. Já o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuava 1,19%.

(Eduardo Campos | Valor)

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