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10/08/2010 - 15h37

Fed vê ritmo mais fraco e reinvestirá pagamentos na compra de títulos

SÃO PAULO - O ritmo de recuperação da economia dos EUA deve ser "mais modesto no curto prazo" do que o esperado, uma vez que o passo da produção e do mercado de trabalho desacelerou nos últimos meses.

Como contribuição para sustentar o ritmo de atividade, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai reinvestir o pagamento de principal de dívida feito por agências de financiamento imobiliário em títulos do Tesouro de longo prazo.

"Para ajudar a recuperação econômica em um contexto de estabilidade de preços, o Comitê vai manter constante a carteira de títulos do Federal Reserve no nível atual", diz o comunicado que acompanhou a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Como esperado, o Comitê manteve a taxa dos Fed Funds na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. Tornou a repetir que o juro ficará nesse patamar "por um período extenso", uma vez que o uso da capacidade instalada da economia permanece baixo, assim como as taxas e expectativas de inflação.

Pelo lado da atividade econômica, o Fomc identificou que a demanda por empréstimos bancários "continuou a se contrair" e novamente cita que os gastos do consumidor, embora em crescimento gradual, permanecem contidos pelo alto desemprego, o aperto na oferta de crédito, a renda deprimida e o menor valor dos imóveis.

Além disso, o documento reitera novamente que o mercado imobiliário permanece fraco. Esses fatores e a constatação de que o ritmo de recuperação da produção e do nível de emprego se desacelerou nos meses recentes levaram o Comitê a concluir que "o passo da recuperação econômica deve ser mais modesto no curto prazo do que tinha sido antecipado".

Mais uma vez, o presidente da unidade regional do Fed em Kansas, Thomas Hoenig, votou contra a decisão, como tem feito desde janeiro. Ele repetiu a avaliação de que expressar que os juros podem ficar baixos por um período extenso pode limitar a flexibilidade do Comitê de ajustar a política de juros. Além disso, disse não acreditar que manter o nível de ativos do Fed no nível atual seja necessário para amparar os objetivos de política monetária.

(Paula Cleto | Valor )

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