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10/08/2010 - 13h16

Galvão Engenharia aposta em parceria com asiáticos para trem-bala

BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Administração da construtora Galvão Engenharia, José Rubens Goulart, afirmou que o grupo mantém negociações com representantes de consórcios asiáticos formados para disputar o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) - o trem-bala que interligará as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e Campinas.

A declaração do executivo foi dada ao sair do gabinete da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Goulart se reuniria com Erenice para tratar dos dois principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o TAV e a usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O encontro não aconteceu devido ao atraso na reunião ministerial realizada nesta manhã com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao ser questionado sobre os riscos aos investidores envolvendo o trem-bala, Goulart ponderou que acredita na execução do projeto. "Parece viável, há demanda para isso", disse, ao se referir ao fluxo intenso de passageiros entre as três cidades que serão atendidas.

O representante da Galvão Engenharia não quis especificar se as negociações realizadas estão acontecendo com japoneses, coreanos ou chineses. Também participaria do encontro o presidente do Conselho de Administração da Galvão Participações, Dario Galvão.

Ele afirmou que a companhia mantém o interesse de participar diretamente das obras civis da usina de Belo Monte. Atualmente, os sócios do empreendimento mantêm negociações com as principais empreiteiras do país, dentre elas a Andrade Gutierrez, a Odebrecht e o grupo Camargo Corrêa.

Sobre a indefinição da forma como essas empreiteiras vão participar do empreendimento, como sócios ou como contratadas, o executivo disse que não está envolvido nestas negociações.

"Quem está comandando isso são as elétricas", disse Galvão, ao se referir às empresas do grupo Eletrobrás, que detêm 49,98% do grupo vencedor do leilão. Ele ressaltou que a empreiteira tem condições de participar tanto das obras secundárias, que envolvem a construção dos acampamentos que abrigarão os funcionários, quanto das principais obras da usina, como a concretagem do local onde serão instaladas as casas de força.

(Rafael Bitencourt | Valor)

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