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10/08/2010 - 16h49

Light aguarda relatório sobre explosão de bueiro em Copacabana

RIO - A Light espera para esta semana o resultado do relatório sobre a explosão do bueiro em Copacabana que causou queimaduras graves em um casal de americanos em visita à cidade.
O presidente da companhia, Jerson Kelman, disse que a expectativa é que o estudo do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) aponte as causas da explosão. De concreto, o executivo garantiu que houve um vazamento de óleo e um curto circuito no transformador na câmara subterrânea.

Kelman revelou que a companhia vai instalar sensores especiais nas câmaras transformadoras subterrâneas, de forma a detectar mais rapidamente qualquer problema nos equipamentos.
A expectativa era colocar este ano 720 desses sensores em parte das 3.837 câmaras transformadoras subterrâneas, mas apenas 400 serão instalados, uma vez que há um gargalo nos fornecedores do equipamento.

"Também discutimos o que pode ser feito em termos de projeto. Além de resfriar o transformador, temos que tirar o gás que fica nas câmaras", frisou Kelman.

De acordo com o presidente da companhia, nas caixas de inspeção e caixas de passagem - que ficam ao lado das câmaras transformadoras, em compartimentos subterrâneos separados - serão feitos furos nas tampas para aumentar a ventilação. Hoje, na área de concessão da empresa existem 11.547 caixas de inspeção e 22.453 caixas de passagem.

Kelman ressaltou que outros incidentes com tampões da companhias foram causados por excesso de gases nas caixas de inspeção e caixas de passagem, com danos menores que os ocorridos na explosão em Copacabana, no fim de junho.

Enquanto a compra de sensores e câmeras para vigilância não se concretiza, a empresa aumentou a fiscalização, com 8.110 inspeções feitas em câmaras transformadoras este ano, contra 3.929 em todo o ano de 2009.

"Queremos chegar a 14 mil inspeções", afirmou Kelman, lembrando que a Light trocou 228 funcionários terceirizados que inspecionavam as câmaras subterrâneas por 136 funcionários próprios.

(Rafael Rosas | Valor)

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