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10/08/2010 - 16h23

Light quer vender energia de novas hidrelétricas para mercado livre

RIO - A Light pretende vender para o mercado livre a energia que será produzida pelas hidrelétricas de Paracambi e Itaocara. As duas unidades serão construídas em parceria com a Cemig, para geração a partir de 2011 em Paracambi e 2014 em Itaocara.

O diretor de energia da Light, Evandro Vasconcelos, explicou que o investimento para construção da usina de Paracambi será de R$ 180 milhões para geração de até 25 megawatts (MW), enquanto Itaocara, que terá potência de 195 MW, custará R$ 1,1 bilhão. Atualmente, a capacidade de geração da companhia é de 855 MW de potência instalada. "A ideia é vender a energia para o mercado livre, que tem apresentado bons preços", disse Vasconcelos, garantindo que há uma demanda grande por energia no mercado livre.

Segundo ele, cerca de metade dos 510 MW médios produzidos pela companhia e cujos contratos vencem em 2013 já foram negociados no mercado livre para geração posterior à data de vencimento dos atuais contratos. Apesar da destinação para o mercado livre, Vasconcelos não acredita que faltará energia para as distribuidoras após o vencimento dos contratos.

"Poderemos vender também para as distribuidoras. Vamos vender a bons preços", disse, ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar parte da energia velha para as distribuidoras. "As distribuidoras têm comprado energia barata dos novos projetos estruturantes", acrescentou.

A Light também vai participar do leilão de fontes alternativas este ano, com dois empreendimentos eólicos com potência combinada de 35 MW. Ambos os projetos ficam no Ceará e a expectativa da companhia é investir R$ 150 milhões nos dois empreendimentos.

Vasconcelos explicou que o investimento total para os projetos de parques eólicos e hidrelétricas é de cerca de R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 1,3 bilhão em parceria com a Cemig. Desse total, metade caberá à empresa fluminense, sendo que 70% do total poderá ser financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

(Rafael Rosas | Valor)

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