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10/08/2010 - 09h47

Lucro da ALL mais que dobra no segundo trimestre

SÃO PAULO - A empresa de transporte ferroviário ALL fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 136,4 milhões, o que representa um salto de 126,9% ante o mesmo período do ano passado, quando lucrou R$ 60,1 milhões. Sem considerar a Santa Fé Vagões, joint venture da ALL, o lucro líquido foi de R$ 137,5 milhões, alta de 120,2% sobre o mesmo trimestre do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização consolidado (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 11,3% no segundo trimestre, para R$ 432,9 milhões, excluindo os resultados da Santa Fé Vagões. A margem Ebitda passou de 51,9% para 54,6%.

Na mesma base de comparação, a receita líquida no segundo trimestre aumentou 3,8%, para R$ 792,5 milhões, enquanto as despesas financeiras apresentaram queda de 12,4%, de R$ 215,6 milhões para R$ 188,9 milhões, desta vez considerando os resultados da Santa Fé.

No Brasil, o volume transportado cresceu 3,1% no trimestre, para 10 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), com um aumento de 12,6% no segmento industrial e queda de 0,4% em commodities agrícolas. Já na Argentina, o início do período de colheita no país impulsionou o volume transportado em 16,2%, para 917 milhões de TKU.

Entre abril e junho, a participação da ALL em portos cresceu 13 pontos percentuais, para uma fatia de 63%, com um aumento de 20% no volume em toneladas transportadas para o Porto de Santos.

Para os próximos trimestres, as perspectivas da ALL são promissoras, segundo o diretor presidente da companhia, Bernardo Hees. Ele leva em conta projeções de que o período de colheita no Brasil deve crescer mais de 18% . "Uma grande parte da safra de 2010 deve ser exportada no segundo semestre e nossos volumes tendem a ser beneficiados por uma base mais fraca de comparação."
Ele acrescenta que a extensão da ferrovia que liga o Alto Araguaia a Rondonópolis avança conforme o esperado e que a companhia está desenvolvendo projetos de infra-estrutura nos segmentos de contêineres, terminais e minério de ferro.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

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