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10/08/2010 - 16h32

Vendedores tentam, mas DIs fecham com leve alta

SÃO PAULO - O pregão foi instável no mercado de juros futuros nesta terça-feira. Duas tentativas de baixa, uma pela manhã e outra pela tarde, parecem ter esbarrado em limites técnicos, pois os preços voltaram a testar e respeitar algumas linhas de preço já conhecidas. Com isso, a curva encerrou o dia com leve viés de alta.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 subia 0,02 ponto, a 11,54%, depois de cair a 11,49%. Janeiro de 2013 apontava alta de 0,01 ponto, a 11,82%, mas chegou a fazer mínima em 11,74%. E janeiro 2014 também subia 0,01 ponto a 11,82%.

Entre os curtos, setembro de 2010 registrava alta de 0,01 ponto, a 10,64%. Outubro de 2010 também avançava 0,01 ponto, a 10,71%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, projetava 10,77%, sem alteração.

Até as 16h10, foram negociados 934.805 contratos, equivalentes a R$ 83,36 bilhões (US$ 47,53 bilhões), mais que o dobro do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 300.255 contratos, equivalentes a R$ 28,83 bilhões (US$ 16,44 bilhões).

A segunda tentativa de baixa aconteceu logo após a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Conforme o esperado, a taxa básica permaneceu entre zero e 0,25% ao ano, mas o BC piorou sua avaliação de atividade, indicando que a recuperação acontecerá de forma mais moderada do que o previamente antecipado.

Em uma indicação de que as coisas não vão bem, o Fed tomou novas medidas de suporte à da economia. A autoridade monetária manterá constante suas reservas de ativos, reinvestindo os pagamentos que receber das aplicações em títulos de agências e papéis atrelados a ativos na compra de títulos de longo prazo do Tesouro. O Fed também continuará rolando suas posições em títulos da dívida conforme os vencimentos.
Segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, tal decisão do Fed concretiza a ideia de que os juros nos Estados Unidos seguirão próximo de zero por ao menos mais 12 meses. E isso quer dizer menor crescimento da economia mundial.

Tal avaliação macroeconômica reforça a percepção desenhada pelo próprio Banco Central do Brasil na ata de sua última reunião sobre a contribuição negativa da cena externa na inflação do mercado local.

"Isso dá força a ideia de encerramento do ciclo de alta de juros", resume o especialista, que acredita que o BC já concluiu o processo e que a Selic deve permanecer em 10,75%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu todo o lote de 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), movimentando R$ 2,89 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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