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11/08/2010 - 15h07

Após dados da China e Fed, bolsas europeias voltam a cair

SÃO PAULO - As preocupações sobre o ritmo de crescimento da economia mundial deram o tom dos negócios nas bolsas europeias nesta quarta-feira. Bancos e produtoras de commodities figuraram entre as principais baixas.

Em Londres, o FTSE 100 perdeu 2,44%, para 5.245 pontos; em Paris, o CAC-40 recuou 2,74%, para 3.628 pontos; e em Frankfurt, o DAX terminou aos 6.154 pontos, com baixa de 2,10%.

A China foi, pelo segundo dia seguido, a fonte das preocupações do mercado. Hoje, mais uma série de indicadores voltaram a sinalizar a desaceleração da economia local. A produção industrial cresceu 13,4% em julho, em taxa anualizada, percentual ligeiramente inferior aos 13,7% registrados no mês anterior. No acumulado dos sete primeiros meses de 2010, o aumento da produção foi de 17% perante o mesmo intervalo de 2009. No primeiro semestre, essa taxa tinha sido de 17,6%.

O crescimento das vendas no varejo também desacelerou levemente em julho, com expansão de 17,9%, abaixo dos 18,3% vistos em junho. No acumulado de janeiro a julho, as vendas cresceram 18,2% no confronto com igual período do ano passado, mesma taxa apurada no acumulado do primeiro semestre.

E os investimentos em ativos fixos em áreas urbanas na China terminaram os sete primeiros meses de 2009 em 11,9 trilhões de yuan, um aumento de 24,9% frente ao mesmo período de 2009. Essa taxa, porém, é menor do que os 25,5% registrados no primeiro semestre.

Vale lembrar que as bolsas europeias repercutiram apenas hoje a decisão de ontem do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Conforme esperado, os juros foram mantidos entre zero e 0,25%, mas as esperadas medidas de estímulo à economia causaram frustração. A única medida anunciada foi a decisão do Fed de reinvestir os recursos provenientes de títulos hipotecários em títulos do governo americano.

Entre as poucas notícias positivas do dia, o Reino Unido registrou no segundo trimestre o maior aumento no número de pessoas empregadas dos últimos 21 anos. A quantidade de pessoas ocupadas aumentou em 184.000 entre abril e junho, totalizando 29,02 milhões. A taxa de desemprego recuou 0,2 ponto percentual, para 7,8%., com o número de desempregados caindo 49 mil, para 2,46 milhões de pessoas.

Em compensação, o Banco da Inglaterra, banco central do Reino Unido, reduziu sua previsão de crescimento econômico para o próximo ano, advertindo que o país enfrenta uma "recuperação irregular" em meio a uma grande incerteza quanto às perspectivas para os Estados Unidos e a zona do euro. A projeção de crescimento do PIB em 2011 foi reduzida de 3,4% para 3%.

Os bancos lideraram as maiores baixas do dia. Barclays perdeu 5,7% e Lloyds caiu 6,8%. As ações do ING caíram menos, 2,1%. O grupo financeiro holandês registrou ganho líquido de 1,09 bilhão de euros, acima dos 79 milhões de euros do mesmo período do ano passado. O forte desempenho de seu braço bancário compensou a perda da área de seguros. A receita total subiu 52%, para 15,3 bilhões de euros.
As empresas ligadas a commodities também voltaram a cair, refletindo o ritmo menor de expansão da China. BHP Billiton mostrou baixa de 3,3% e Rio Tinto recuou 3,1%
(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)
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