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11/08/2010 - 17h07

Dólar fecha a R$ 1,770, maior preço em duas semanas

SÃO PAULO - A aversão ao risco passou por todos os mercados globais nesta quarta-feira e o câmbio local não escapou de tal movimento. No entanto, o ajuste de preço foi menos acentuado que o observado em outros mercados. Enquanto bolsas, commodities e outras moedas caíram mais de 2%, a variação no dólar comercial não chegou a 1%.

Ao final da jornada o dólar comercial apontava alta de 0,68%, a R$ 1,770 na venda, maior preço em duas semanas. Na máxima a moeda foi a R$ 1,775. O giro estimado para o interbancário foi a US$ 1,2 bilhão, metade do registrado ontem.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar encerrou com alta de 0,72%, valendo também R$ 1,770. O volume desabou de US$ 100,75 milhões para US$ 19,75 milhões.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava valorização de 1,10%, a R$ 1,7815, antes do ajuste final de posições.

Na avaliação do trader de renda fixa e câmbio do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella, como o real não acompanhou o rali de alta nos ativos de risco durante o mês de julho, seria natural esperar que a moeda não perdesse valor em um momento de piora.

Pelas contas do especialista, a taxa de câmbio poderia ter recuado a R$ 1,72, o que não ocorreu em função da existência de um piso informal no R$ 1,75. Então, existia uma defasagem.

No entanto, ressalva Portella, se o mau humor persistir no mercado externo, o quadro muda de figura, e a formação de preço do real passa a andar lado a lado com outros ativos.

Para o trader, todo esse pessimismo de hoje não tem caráter passageiro. O mercado parece voltar à realidade de que as perspectivas macroeconômicas não são nada favoráveis.

Os analistas domésticos e externos creditam o mau humor do pregão de hoje à piora na avaliação do Federal Reserve (Fed), banco central americano, sobre a atividade nos Estados Unidos, e dados menos robustos sobre a economia chinesa.

No câmbio externo o ajuste foi bem acentuado que no mercado local. O euro desabou mais de 2%, perdendo o importante suporte de US$ 1,30. Há pouco, a moeda valia US$ 1,288. E entre as commodities, o barril de WTI caiu quase 3%, operando na linha de US$ 77,90.

Em Wall Street, o Dow Jones, o Nasdaq e o S & P 500 caíam mais de 2% cada. Por aqui, o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), recuava 2,16%.

(Eduardo Campos | Valor)
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