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11/08/2010 - 09h48

Números da China devem nortear abertura negativa da Bovespa

SÃO PAULO - A exemplo da última jornada, novos números da economia chinesa mostrando a desaceleração do ritmo de crescimento do país dão o tom para o mercado nesta quarta-feira.

Os investidores analisam uma série de indicadores referentes à indústria, ao varejo, à inflação e aos investimentos chineses em julho.

Além disso, a fragilidade da economia americana, exposta ontem no comunicado do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), continua a repercutir no mercado.

Diante de um tom mais cauteloso dos agentes e da queda dos preços das commodities, no Brasil, o Ibovespa futuro sinaliza uma abertura negativa do pregão.

Há pouco, o índice recuava 1,25%, para 66.600 pontos.

Ontem, pelo terceiro pregão consecutivo, o Ibovespa registrou queda de 0,94%, aos 67.223 pontos, e movimentou R$ 5,16 bilhões.

Nesta manhã, entre os dados que vieram em linha com o esperado, a China mostrou que sua produção industrial aumentou a uma taxa anual de 13,4% em julho, percentual ligeiramente inferior aos 13,7% registrados no mês anterior.

Além disso, o índice de preços ao consumidor na China teve aumento de 3,3% no mês passado, na comparação anual.

Já a inflação anual no atacado foi de 4,8%, abaixo dos 6% estimados pelos analistas.

Os investimentos em ativos fixos em áreas urbanas na China ainda terminaram os sete primeiros meses de 2010 em 11,9 trilhões de yuan, um aumento de 24,9% ante o mesmo período de 2009. A taxa é menor que a expansão de 25,5% registrada no primeiro semestre.

A frustração do mercado ficou principalmente com a taxa anual de crescimento das vendas no varejo chinês. Em julho, a taxa anual de expansão da atividade varejista foi de 17,9%, abaixo dos 18,3% vistos em junho e dos 18,5% projetados.

Ainda na Ásia, porém agora no Japão, foi relatado um aumento de 1,6% das encomendas de máquinas pelo setor privado do país em junho ante maio, considerando os ajustes sazonais. Apesar do crescimento, o número veio bem abaixo das estimativas do mercado.

Na agenda americana, os investidores analisam os dados da balança comercial de junho, a variação nos estoques de petróleo e derivados e o resultado orçamentário do Tesouro de julho.

Pela manhã, os índices futuros americanos registravam queda, assim como o mercado europeu.

Na Ásia, as bolsas também fecharam o pregão no campo negativo. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 2,70%; em Taipé, o Taiwan Taiex caiu 1,02%; em Seul, o Kospi sofreu desvalorização de 1,29%; e, em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,83%.

Já a China foi a exceção do dia, com o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, registrando alta de 0,47%, levado pelas renovadas expectativas do mercado quanto ao relaxamento da política monetária do país.
No front corporativo nacional, entre as empresas que reportaram seus balanços, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou lucro líquido de R$ 894 milhões no trimestre encerrado em junho, bem acima dos R$ 334,7 milhões apurados no mesmo período de 2009. Já a receita líquida subiu 55,4%, para R$ 3,87 bilhões.

No setor de educação, a Estácio apurou lucro líquido de R$ 5,8 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 29,3% na comparação com o resultado do mesmo trimestre do ano passado. A receita operacional líquida, por sua vez, expandiu-se em 3,9%, ao totalizar R$ 258,2 milhões.

No segmento de transportes, o movimento nas rodovias pedagiadas cresceu 1,8% em julho na comparação com junho, segundo o índice ABCR, divulgado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada. Em relação a julho de 2009, o fluxo total de veículos apresentou expansão de 9,5%.

(Beatriz Cutait | Valor)
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