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16/08/2010 - 17h11

Capitalização da Petrobras derruba dólar a R$ 1,757

SÃO PAULO - O dólar comercial começou a semana com forte baixa e em apenas um dia consumiu todo o ganho da semana passada.

Ao final da jornada, a moeda apontava baixa de 0,84%, a R$ 1,757 na venda. Vale lembrar que na semana passada, o preço tinha subindo 0,74%.

O giro estimado para o interbancário foi de US$ 3 bilhões, o dobro do registrado na sexta-feira.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar caiu 0,86%, e também fechou a R$ 1,757. O volume subiu de US$ 81,75 milhões para US$ 131,5 milhões.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento para setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava desvalorização de 1,01%, a R$ 1,762, antes do ajuste final de posições.

Segundo o superintendente de tesouraria do Banco Banif, Rodrigo Trotta, a confirmação de que o processo de capitalização da Petrobras acontecerá mesmo em setembro contribuiu para o movimento do dia.

Em evento, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, que garantiu que a operação de capitalização da estatal ocorrerá em setembro.

No entanto, diz Trotta, os agentes devem aguardar notícias mais detalhadas sobre a capitalização, operação de ao menos US$ 25 bilhões, antes de ampliar suas posições vendidas.

O especialista também não descarta o fato de que o dia contou com algum movimento combinado de entrada de recursos externos no país para investimento em juros futuros. A curva perdeu prêmio de forma acentuada hoje, mostrando grande demanda dos investidores. Tradicionalmente, os aplicadores em juros longos no Brasil são os estrangeiros.

Apesar desse quadro positivo, Trotta acredita que o dólar continuará tendo dificuldade em ir abaixo de R$ 1,75, que se configura como piso informal do mercado.

Segundo o especialista, o que limita a queda do dólar é a preocupação com o uso do swap reverso - instrumento que significa compra de dólares no mercado futuro. "Essa espada continua sobre o mercado. Não fosse isso, o dólar já estaria abaixo de R$ 1,75 há bastante tempo."
(Eduardo Campos | Valor)
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