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16/08/2010 - 11h53

DIs seguem com redução dos prêmios de risco na BM & F

SÃO PAULO - Na continuação do movimento visto durante a maior parte da última semana, os contratos de juros futuros voltam a mostrar uma redução dos prêmios de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Há pouco, na ponta mais longa da curva, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 caía 0,05 ponto percentual, para 11,43%, enquanto o contrato de janeiro de 2013 perdia 0,02 ponto, a 11,65%. Já o DI do primeiro mês de 2014 recuava 0,04 ponto, para 11,65%.

Entre os vencimentos mais curtos, o DI de outubro de 2010 perdia apenas 0,015 ponto, a 10,705%, enquanto o DI de janeiro de 2011 cedia 0,01 ponto, a 10,76%.

Na avaliação do economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o declínio dos DIs pode ser, em parte, associado ao cenário externo.

Nesta segunda-feira, o governo japonês mostrou que a economia do país se desacelerou fortemente no segundo trimestre. Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu apenas 0,4% em relação ao mesmo período de 2009 e 0,1% na comparação com os três meses anterior, totalizando US$ 1,288 trilhão.

No primeiro trimestre, a economia japonesa havia avançado 4,4% sobre o mesmo período de 2009 e 1,1% em relação aos três meses anteriores (dados revisados).

No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) manteve o ritmo de queda na segunda quadrissemana de agosto, ao apresentar deflação de 0,19%. A variação ficou quase em linha com o recuo de 0,18% registrado na primeira semana do mês.

"O cenário internacional segue com fragilidades. Tivemos números bem ruins do Japão, que mostram claramente a desaceleração da atividade econômica. Além disso, o ambiente interno conta com uma inflação baixa, inclusive com a deflação do IPC-S", diz Campos Neto.

Para o economista, o cenário atual de inflação e de atividade no Brasil dão suporte para uma possível manutenção dos juros básicos no patamar de 10,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de setembro.

O Boletim Focus, do Banco Central, divulgado hoje não trouxe alterações das previsões para inflação e taxa Selic em 2010.

Depois de cinco semanas consecutivas de redução, o mercado financeiro manteve estável sua projeção média para o índice oficial de inflação de 2010, em 5,19%. Para 2011, os analistas conservaram a previsão de alta do IPCA de 4,80%.

Os analistas ainda mantiveram a aposta de que a taxa básica de juros nacional terá um aumento de 0,25 ponto percentual em setembro e permanecerá estável até o fim do ano. Já a expectativa para a Selic no fim de 2011 caiu de 11,63% para 11,5%.

(Beatriz Cutait | Valor)
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