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16/08/2010 - 17h35

Fundos FGTS Petrobras rendem mais de 800% em uma década

SÃO PAULO - Os fundos mútuos de privatização (FMP) da Petrobras administrados pela Caixa Econômica Federal (CEF) completam amanhã uma década, com uma rentabilidade acumulada superior a 800%.

Esses fundos - que permitiram o uso de até metade dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aplicação em papéis da estatal - somam hoje aproximadamente 50 mil investidores, com um patrimônio líquido ao redor de R$ 2,7 bilhões, segundo o banco.

Em uma simulação, a Caixa diz que quem aplicou R$ 3 mil no fundo PETRO II em agosto de 2000, fechou julho deste ano com um saldo de R$ 28,506 mil, um rendimento de 850,22%, já descontada a taxa de administração e outros custos dos fundos, excetuando-se impostos.
No fundo PETRO III, a valorização em dez anos foi de 873,42%, enquanto no fundo PETRO IV a alta foi de 896,7%.

Conforme lembra o banco, aproximadamente 200 mil investidores escolheram os fundos mútuos da Caixa para aplicar mais de R$ 800 milhões, em valores da época, na primeira operação de pulverização do mercado acionário da estatal petroleira no âmbito do Programa Nacional de Desestatização, em 2000.

Na época, os cotistas do FGTS foram beneficiados com um desconto de 20% sobre o preço do papel, o que explica, em parte, a maior rentabilidade dos fundos mútuos em relação à ação ordinária da Petrobras, que teve uma valorização de 351,55% em dez anos.

Outros fatores que explicam a diferença são a incorporação pelos fundos dos juros sobre capital próprio e os dividendos, informa a instituição financeira.

(Eduardo Laguna | Valor)

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