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16/08/2010 - 12h38

Ibovespa avança e volume já supera R$ 4,8 bi, com vencimento de opções

SÃO PAULO - Em dia de vencimento de opções sobre ações, o volume financeiro negociado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já se aproxima dos R$ 5 bilhões. O Ibovespa defende o terceiro pregão de valorização, novamente descolado do mercado americano.

Próximo das 12h30, o índice subia 0,37%, aos 66.508 pontos, e movimentava R$ 4,867 bilhões.

Já em Wall Street, enquanto o índice Dow Jones cedia 0,07%, o Nasdaq avançava 0,39% e o S & P 500 registrava baixa de 0,05%. As bolsas americanas caíram nos últimos quatro pregões.

Na agenda externa, a unidade de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mostrou que as condições para a indústria de transformação na região tiveram melhora modesta em agosto.

O indicador Empire State Manufacturing subiu 2 pontos de julho para agosto, de 5,1 para 7,1 pontos. Leituras acima de zero significam que a maioria das empresas consultadas avalia que os negócios estão melhorando.

Além disso, o índice de confiança do setor de construção nos Estados Unidos recuou em agosto pelo terceiro mês seguido, segundo a Associação Nacional dos Construtores (NAHB, na sigla em inglês).
O NAHB/Wells Fargo House Market Index (HMI) caiu um ponto neste mês, em relação a julho, e atingiu 13, no menor nível desde março de 2009. Era esperado um aumento do indicador, no período.

No Japão, o desempenho da economia entre abril e junho também frustrou o mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2009, e 0,1% na comparação com os três meses anteriores, totalizando US$ 1,288 trilhão.

O operador de mercado da Icap Brasil, Rodrigo Falcão, assinala que o vencimento de opções traz, de fato, um volume atípico para o mercado brasileiro e assinala que, apesar dos indicadores internacionais, a perspectiva para o mercado doméstico segue positiva.

"Temos muitas oportunidades na Bovespa. Houve uma correção para o nível dos 66 mil pontos, o que é bom para as compras", comentou.

No front corporativo, as ações PN da TAM voltam a se destacar, ao subirem 5,27%, para R$ 38,11, com o maior giro do dia, equivalente a R$ 374,7 milhões.

Em Nova York, os American Depositary Receipts (ADRs) da TAM disparavam 31,04% no mesmo horário, para US$ 21,87.

A forte valorização dos papéis continua a refletir a operação anunciada na sexta-feira, de união das operações com a companhia aérea chilena LAN.

A operação prevê uma reorganização societária que resultará no fechamento de capital da TAM e na troca de ações da empresa brasileira por recibos de ações (BDRs) da companhia chilena, que serão negociados na BM & FBovespa.

A empresa resultante da fusão se chamará Latam. Pelos termos do acordo, será lançada uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da TAM em circulação no mercado. Os acionistas da TAM receberão um número determinado de ações de uma empresa holding que, em seguida, será incorporada pela LAN. A partir daí, os acionistas da TAM receberão ações da LAN na forma de BDRs, tornando-se acionistas da empresa chilena.
A relação de troca será de uma ação da TAM por 0,90 BDR da LAN. Considerando os preços de fechamento das ações da TAM (R$ 36,20 na Bovespa) e da LAN (13.900 pesos chilenos, cerca de R$ 48, na bolsa de Santiago), no último pregão, a relação de troca estabelecida no acordo equivale a R$ 43 por ação da companhia brasileira.

Ainda entre os maiores volumes do dia estavam, há pouco, as ações PNA da Vale (0,62%, a R$ 43,16), com R$ 183,6 milhões, e os papéis PN da Petrobras (estáveis, a R$ 27,66), com R$ 118,4 milhões.

Além disso, os papéis ON da OGX Petróleo giravam R$ 61,1 milhões, com valorização de 0,72%, a R$ 19,32.

A empresa informou hoje que, com base em análises técnicas, estima um volume de recursos potenciais de aproximadamente 15 trilhões de pés cúbicos (TCF) de gás natural na área dos sete blocos detidos pela empresa na bacia terrestre do Parnaíba.

Além das ações da TAM, figuravam entre as principais apreciações do Ibovespa os papéis ON da mineradora MMX (2,54%, a R$ 12,51), e as ações Cyrela Realty ON (2,41%, a R$ 22,48) e Braskem PNA (1,83%, a R$ 13,87).

Já entre as principais quedas do índice estavam as ações Cosan ON (-1,62%, a R$ 23,58), JBS ON (-4,04%, a R$ 8,06) e Gol PN (-4,50%, a R$ 24,83).

A JBS S.A fechou o segundo trimestre deste ano com um lucro líquido de apenas R$ 3,7 milhões, 97,1% a menos do que em igual intervalo de 2009, quando havia registrado ganho de R$ 125,9 milhões. Os dados consolidados da JBS no trimestre não incluem os números da Inalca JBS, empresa na qual a brasileira é sócia do grupo Cremonini, com 50% do capital.

(Beatriz Cutait | Valor)
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