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16/08/2010 - 14h11

TAM está confiante sobre aval à fusão com a LAN

SÃO PAULO - Os executivos da companhia aérea brasileira TAM mostraram hoje confiança de que a fusão com a chilena LAN será concluída já no primeiro semestre do ano que vem.

Durante teleconferência com analistas, o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, disse que o prazo estipulado para o fechamento do acordo - de seis a nove meses - é "realista" e baseado em transações parecidas no Brasil e no exterior. O executivo citou a aquisição da Pantanal pela TAM em dezembro, cuja autorização foi obtida em aproximadamente seis meses.

No entanto, Barroso afirmou que, diferentemente do que ocorreu no negócio com a Pantanal, a fusão com os chilenos não envolve mudança de controle, dado que 80% do capital votante da companhia aérea brasileira seguirá nas mãos da família Amaro. Essa composição obedece às regras do setor, que impedem aos estrangeiros ter uma fatia superior a 20% de companhias aéreas.
No entanto, na holding que será criada pela fusão - a Latam -, cerca de 70,7% do capital estará sob controle de acionistas da LAN. Em seu bloco de controle, a família Cueto, controladora da empresa chilena, ficará com 24,1%, enquanto os Amaro terão 13,5%.

Apesar da diferença nas distribuição dos papéis, o plano de fusão prevê controle compartilhado da nova empresa, dado que as duas famílias terão pesos iguais no conselho de administração, com dois assentos para cada lado. Outras cinco cadeiras serão de membros independentes.

Além da aprovação dos acionistas, o negócio terá que passar pelo crivo da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Durante o evento com analistas, Marco Antonio Bologna, presidente da TAM S/A, afirmou que o modo como o acordo foi costurado obedece ao marco regulatório do setor aéreo. "É uma união de iguais", disse.

Junto com a presidente do conselho de administração da TAM, Maria Cláudia Amaro, o executivo esteve em Porto Velho (RO) na sexta-feira para expor a fusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em outra frente, Barroso se encarregou de apresentar o plano à presidente da Anac, Solange Vieira.

Se aprovada, a união das empresas fará surgir um grupo com receita anual da ordem de US$ 8,5 bilhões, 45,8 milhões de passageiros, além de uma malha que cobre 116 destinos.

Em valor de mercado, a Latam é a terceira maior aérea do mundo, atrás apenas das estatais Air China e Singapore Airlines. As sinergias esperadas são de US$ 400 milhões a parir do terceiro ano de fusão. "É a primeira empresa aérea latino-americana com condições de competir no mercado global", afirmou Bologna.

(Eduardo Laguna | Valor)
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