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17/08/2010 - 14h51

Bolsas europeias sobem com dados corporativos e indicadores positivos

SÃO PAULO - As bolsas europeias saíram do marasmo e fecharam com altas expressivas nesta terça-feira, ajudadas tanto por dados corporativos como por indicadores melhores da economia.

Em Londres, o FTSE 100 terminou aos 5.351 pontos, com alta de 1,41%; em Paris, o CAC 40 subiu 1,82%, para 3.663 pontos; e em Frankfurt, o DAX avançou 1,57%, para 6.206 pontos.

Um dos destaques do dia foi o forte recuo no déficit em conta corrente na zona do euro. Segundo o Banco Central Europeu (BCE), a região registrou saldo negativo de 4,6 bilhões de euros em junho, já considerados os ajustes sazonais. Em maio, o déficit em conta corrente foi de 7,4 bilhões de euros (dado revisado).

No Reino Unido, a inflação manteve em julho o mesmo ritmo do mês anterior, com alta de 3,1%, contra 3,2% de junho. O índice foi superior à inflação da zona do euro, que ficou em 1,9% no período.

Já na Alemanha, as preocupações sobre uma eventual desaceleração econômica global levaram a confiança do investidor a sua quarta queda em agosto. O indicador recuou de 21,2 pontos em julho para 14 pontos este mês, abaixo da média histórica de 27,3 pontos.

Os investidores receberam ainda os dados da produção industrial dos Estados Unidos, que subiu 1% em julho, após recuar 0,1% em junho (número revisado). Na comparação anual, a produção industrial mostra expansão de 7,7%.

Entre as empresas, as ações da cervejaria Carlsberg subiram 2,1% depois de revisar para cima suas projeções para este ano por conta da recuperação da demanda no mercado russo.

As ações da seguradora holandesa Aegon dispararam 6,8% após anúncio de que a companhia irá devolver ao governo neste mês 500 milhões de euros que recebeu de ajuda para enfrentar a crise. A empresa ainda precisará desembolsar mais 1,5 bilhão de euros para quitar sua dívida com o Estado, o que pretende fazer até junho do ano que vem.

A fabricante de materiais de construção Wienerberger registrou alta de 9,3% por conta da divulgação de lucro de 20,6 milhões de euros no trimestre, revertendo o prejuízo de 151,5 milhões de euros apresentado um ano antes.

Em compensação, as ações da BHP Billiton caíram 2,4% devido à rejeição, pelo conselho de administração da canadense Potash Corp, da oferta hostil feita pela mineradora, no valor de US$ 38,49 bilhões, justificando que a BHP subestimou o valor da produtora de fertilizantes.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)
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