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17/08/2010 - 17h00

Dólar marca novo dia de baixa, mas respeita R$ 1,75

SÃO PAULO - Apesar do suporte externo às vendas, o dólar comercial voltou a respeitar o piso informal de R$ 1,75 no pregão desta terça-feira.

Depois de fazer mínima a esse preço, a moeda encerrou o dia a R$ 1,755, ainda assim, leve baixa de 0,11%. O volume estimado para o interbancário ficou em US$ 2 bilhões, menor que os US$ 3 bilhões de ontem.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar também caiu 0,11%, e fechou a R$ 1,755. O volume subiu de US$ 131,5 milhões para US$ 170 milhões.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava desvalorização de 0,02%, a R$ 1,761, antes do ajuste final de posições. Na mínima, o contrato marcou R$ 1,755.

Conforme notou o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, o mercado continua com medo do swap reverso do Banco Central (BC), operação que significa compra de dólares no mercado futuro.

Cabe lembrar que esse é um medo "antigo". No final do mês passado, o BC fez uma sondagem informal sobre a operação, o que deixou os agentes apreensivos. Na semana passada, quando o assunto parecia cair no esquecimento, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes, voltou a falar no swap reverso.

Fora esse temor, conforme notou o especialista em câmbio da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, o mercado não acredita que há espaço para o dólar ir muito abaixo disso, por isso, o R$ 1,75 se apresenta como um bom ponto de compra ou de zeragem de posições vendidas.

No câmbio externo, o dólar perdeu força apesar dos indicadores econômicos melhores, como alta na produção industrial e inflação ao produtor em linha com o previsto. O Dollar Index, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de moedas, caía 0,38%, para 82,2 pontos. A divisa americana também perde para o euro, que se firmou na linha de US$ 1,28
Já em Wall Street, os indicadores econômicos estimularam uma correção após cinco dias de baixa. O Dow Jones subia 1,28%, enquanto o Nasdaq se valorizava 1,49. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) repete o sinal externo positivo e ganha 1,30%.

(Eduardo Campos | Valor)
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