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17/08/2010 - 12h00

Dólar segue em baixa, a R$ 1,752 na venda

SÃO PAULO - Os vendedores seguem ditando o rumo do mercado de câmbio local. Há pouco, o dólar comercial tinha queda de 0,28% ante o real, cotado a R$ na 1,750 compra e a R$ 1,752 na venda.
No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F cedia 0,25%, cotado a R$ 1,757. As commodities estão em alta. Há pouco, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha um ganho de 0,34%.

O diretor da Corretora Vision, Mauro Araujo, afirma que os investidores estão mais otimistas, o que está impulsionando os mercados acionários e refletindo no preço do dólar no mercado interno. Em Wall Street, há pouco, o índice Dow Jones tinha alta de 0,87%, enquanto o S & P 500 subia 1,08%. Por aqui, os agentes também mostravam otimismo e o Ibovespa registrava um ganho de 1,13%.
A melhora do humor no exterior se deve principalmente a balanços de empresas do setor de consumo divulgados hoje, do Wal-Mart e da rede Home Depot, explica Araujo.
Além disso, hoje os investidores souberam que a produção industrial dos Estados Unidos aumentou 1% em julho, segundo o Federal Reserve (Fed). O resultado ficou acima da estimativa de analistas do mercado, que apostavam em um aumento de 0,5%. Na comparação anual, a produção industrial teve expansão de 7,7%. Quanto à utilização da capacidade instalada, houve alta para 74,8% em julho, superando prognóstico do mercado, de 74,6%.
Esses indicadores contrabalançaram dados com viés negativo sobre a atividade de construção nos EUA, também divulgados pela manhã, que indicaram uma fragilidade no setor imobiliário americano.
O diretor da Corretora Vision enxerga uma "forte resistência" na linha de R$ 1,75, nesta sessão. Segundo ele, além de constituir uma barreira psicológica, toda vez que o dólar comercial se aproxima desse preço, aparecem compradores.
"Quem sabe com a aproximação da capitalização da Petrobras, prevista para o mês que vem, a moeda consiga romper essa linha", avalia. Outro motivo que pode fazer com que o mercado leve o dólar para baixo de R$ 1,75 é a melhora consistente do cenário externo. Segundo Araujo, hoje isso não ocorre porque, nos Estados Unidos, no mesmo dia em que é divulgado um indicador com viés positivo, é divulgado outro negativo.
"É necessário que exista um consenso no mercado de que a economia mundial está se fortalecendo", explica.
No mercado de câmbio externo, o euro tinha, minutos atrás, valorização de 0,24% ante o dólar, cotado a US$ 1,2842. Na opinião de Araujo, isso se deve à percepção entre os investidores de que a Europa está de fato superando a crise das dívidas soberanas. "Meses atrás, o cenário era de temor com relação aos países europeus. Mas esse cenário mudou", lembra.
(Karin Sato | Valor)
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