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17/08/2010 - 12h58

Dólar testa e respeita piso de R$ 1,75

SÃO PAULO - O dólar comercial marca novo pregão de baixa e o mercado volta a testar o piso técnico e psicológico de R$ 1,75. Essa é uma novela já conhecida, pois sempre que a moeda se aproxima dessa linha de preço, cresce a preocupação com maior intervenção do Banco Central (BC), seja com mais de um leilão no mercado à vista ou via swap cambial reverso.

Pouco depois de o dólar bater em R$ 1,750, mínima do dia até o momento, o Banco Central anunciou o leilão de compra no mercado à vista. Por volta das 12h20, a autoridade monetária tomou moeda a R$ 1,7515.

Fica a dúvida sobre a possibilidade de nova atuação no período da tarde. Ainda mais porque o dólar comercial segue operando em baixa.

Por volta das 13 horas, a moeda era negociado a R$ 1,752 na venda, baixa de 0,28%.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), caía 0,22%, a R$ 1,7575.

No mercado externo, apesar dos dados positivos sobre a economia americana, como aumento da produção industrial e inflação ao produtor em linha com o previsto, o dólar segue perdendo valor.

Há pouco, o Dollar Index, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de moedas, caía 0,45%, para 82,1 pontos. A divisa americana também perde para o euro, que segue negociado acima de US$ 1,28.
Já em Wall Street, os indicadores econômicos foram suficientes para chamar os compradores de volta e o Dow Jones subia 1,40%, enquanto o Nasdaq se valorizava 1,58%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) repete o sinal externo positivo e ganha 1,32%.
De volta ao câmbio, mas olhando apenas o mercado futuro, o pregão de ontem foi movimentado na BM & F. Depois de dois dias de tímida atuação, os investidores estrangeiros voltaram a vender dólares com consistência. Ontem, foram US$ 892 milhões. Com isso, a posição vendida (aposta pró-real) subiu a US$ 4,45 bilhões.

Já os bancos parecem ter aproveitado a queda de preço para ampliar sua posição comprada (aposta pró-dólar). Foram tomados US$ 684 milhões, o elevou o estoque comprado a US$ 2,26 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)
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