UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

17/08/2010 - 15h20

Governo do Paraná é o que mais usa a internet como meio de comunicação

SÃO PAULO - Os órgãos públicos do Paraná são os que mais utilizam a internet para se comunicar com o cidadão, aponta estudo realizado pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
Segundo o levantamento, 17% dos sites de governo do Paraná possuem o domínio pr.gov.br. O número é superior ao apresentado por São Paulo e pelo governo federal, ambos com 14% de participação.

"Verificamos que um dos pontos que contribuíram para o grande volume de sites no Paraná é o fato de que todas as escolas públicas do estado têm sua própria página na internet", diz Vagner Diniz, gerente do Consórcio World Wide Web (W3C) no Brasil. A pesquisa identificou 11.856 sites governamentais de livre acesso no país, que respondem por menos de 1% do total de sites com domínio .br.
No que diz respeito à quantidade de informações disponíveis, entretanto, o governo federal responde pela maior fatia (26%), seguido por São Paulo (12%) e pelo Paraná (7%). "Temos números sobre a quantidade de sites e de dados disponíveis, mas não podemos avaliar a qualidade das informações apresentadas", pondera Diniz.

O estudo ainda mostra que 57% dos sites do governo pertencem às regiões Sul e Sudeste, que abrigam 40% das informações disponíveis aos cidadãos. Quase todas as páginas são apresentadas apenas em português. Apenas 3% das páginas pesquisadas trazem informações em outro idioma - inglês, francês ou espanhol. De acordo com os dados apresentados hoje, até o mês de julho deste ano, foram registrados cerca de 2,17 milhões de domínios sob a terminação ".br".
Compatibilidade e acessibilidade
Apenas 5% das 6,3 milhões de páginas pesquisadas adotam o padrão W3C. O modelo garante a compatibilidade com todos os navegadores e tecnologias de internet, além de permitir o acesso a pessoas com deficiência.
O próprio governo, segundo Diniz, determinou que todos os seus sites sigam o padrão W3C. Porém, como o decreto que estabelece tal diretriz é de 2004, há sites que ainda não se adequaram. Além disso, o CGI.br e o NIC.br destacam que a falta de fiscalização dificulta o processo.
De acordo com o estudo, somente 2% das páginas de sites governamentais do Brasil atendem às necessidades dos usuários com deficiência. "Estima-se que cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil tenham algum tipo de deficiência temporária ou permanente. Os sites que não adotam o W3C restringem o acesso destas pessoas e, portanto, promovem a exclusão digital", enfatiza Hartmut Glaser, diretor-executivo do CGI.br.

(Francine De Lorenzo | Valor)
Hospedagem: UOL Host