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17/08/2010 - 08h25

IGP-10 acelera para 0,46% em agosto, apura FGV

SÃO PAULO - Depois de uma elevação de apenas 0,05% em julho, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) marcou inflação de 0,46%, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). As estimativas de analistas, porém, eram de inflação por volta de 0,62%.

Entenda o que é o IGP-10

O IGP-10 (Índice Geral de Preços 10) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). Medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

O índice mede a evolução de preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual.

O IGP-10 acumula alta de 6,09% no ano e de 6,57% em 12 meses, de acordo com o levantamento divulgado nesta manhã.

A aceleração do índice de julho para agosto se deve principalmente aos preços atacadistas. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do IGP, subiu 0,75%, bem acima da variação de 0,02% vista no mês anterior. Tanto os produtos agropecuários quanto os industriais aceleraram o ritmo de reajustes. Os itens agropecuários avançaram 0,22% e os industriais, 0,92%. Em julho, as duas classes tiveram alta de 0,15% e deflação de 0,01%, respectivamente.

Dos três estágios de produção no atacado, as Matérias-Primas Brutas tiveram o aumento mais expressivo, de 3,58%. A variação reflete principalmente os saltos de preço do minério de ferro (13,72%), soja em grão (9,48%) e aves (4,26%). O grupo Bens Finais foi o único que apresentou deflação no período, de 0,60%. Bens Intermediários tiveram alta de 0,10%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que caiu 0,17% em julho, ampliou a deflação para 0,31% nesta medição e ajudou a conter o IGP-10. Os preços do varejo compõem 30% do indicador geral.

Esse recuo se deve principalmente à queda dos preços dos alimentos. A deflação do grupo Alimentação passou de 1% no mês passado para 1,55% neste mês. Os que mais caíram foram frutas (-2,97%) e hortaliças e legumes (-10,66%). O grupo Vestuário também registrou deflação, de 1,08%.
As quedas ajudaram a contrabalançar o peso de outras categorias de consumo que viram os preços subir. É o caso de Transportes (0,25%), puxado pela alta de 4,23% do álcool combustível, e Habitação (0,26%), influenciado pelo reajuste de 0,54% captado na tarifa de eletricidade residencial.

Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,35%, abaixo da taxa de 0,72% vista em julho. O índice da construção responde por apenas 10% do IGP cheio.
O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
(Paula Cleto | Valor)

 

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