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18/08/2010 - 11h43

Após ajuste recente, DIs mais líquidos operam perto da estabilidade

SÃO PAULO - Depois da forte redução dos prêmios de risco embutidos na curva de juros futuros nos últimos dias, os Depósitos Interfinanceiros (DIs) mais líquidos operam próximos da estabilidade nesta quarta-feira.

Há pouco, na ponta mais longa da curva de juros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 caía 0,02 ponto percentual, para 11,29%, enquanto os contratos de janeiro de 2013 e de 2014 perdiam 0,05 ponto, ambos a 11,43%.

Entre os vencimentos mais curtos, o DI de outubro de 2010 mantinha taxa de 10,70%, enquanto o DI de janeiro de 2011 subia 0,01 ponto, a 10,75%.

Diante da ausência de indicadores econômicos tanto no front doméstico, como no internacional, as declarações feitas pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, no início da semana, continuam a ser discutidas nas mesas de operação.

Além de afirmar que o Brasil está em um ciclo virtuoso, com menor risco de inflação, Meirelles disse que a taxa Selic vai convergir para "padrões internacionais" nos próximos anos.

Na avaliação do gestor de renda fixa e derivativos da Meta Asset Management, Henrique de La Roque, a principal surpresa em relação aos comentários de Meirelles diz respeito a 2011.

"Meirelles foi muito explícito em dizer não apenas que haverá a manutenção dos juros na próxima reunião como apontou que, se mexer na Selic em 2011, será para baixo. O mercado reagiu bem às declarações nos últimos dias e agora vemos um esgotamento do espaço para novas quedas", comentou o gestor.

Na gestão de dívida pública, o Tesouro realiza leilão de troca de Letras Financeiras do Tesouro (LFT).

(Beatriz Cutait | Valor)
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