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18/08/2010 - 16h18

Cade aprova fusão do Itaú com Unibanco sem restrições

BRASILIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje, sem restrições, a fusão entre Itaú e Unibanco.

Os conselheiros do órgão antitrustre seguiram unanimemente o relator Fernando Furlan, que considerou que, embora a nova instituição financeira passe a concentrar mais de 20% do mercado em sete áreas, o sistema financeiro nacional estaria "preparado" para tal concorrência.

O negócio já havia sido aprovado pelo Banco Central (BC) em fevereiro de 2009. Na época, a autoridade monetária também considerou que a união dos bancos, que criou a maior instituição financeira privada do hemisfério Sul, "não causaria prejuízos à concorrência".

Pareceres da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) da Fazenda também foram favoráveis ao negócio anunciado em novembro de 2008.

O relator apontou que foi constatada a concentração acima de 20% do mercado pelo Itaú Unibanco, nas seguintes áreas: cartão de crédito em âmbito nacional; financiamento de veículos a pessoa física; empréstimos em moeda estrangeira a empresas; seguro patrimonial; seguro responsabilidade; seguro de cascos e previdência privada.

Mesmo assim, Furlan considerou ser "pouco provável o poder de mercado" do novo banco nessas áreas, além de destacar que o mercado não só está preparado como a competição é presente no dia a dia das instituições financeiras, principalmente estimuladas pela presença de bancos públicos.

O Cade segue em reunião nesta tarde, com uma pauta de mais de 40 votos para análise.

Ontem, durante encontro com analistas e investidores, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou que o grupo já está começando a mostrar os resultados da fusão, após superar as etapas mais difíceis do negócio.

No primeiro semestre, o lucro do banco alcançou R$ 6,399 bilhões, 39,5% acima do resultado líquido dos seis primeiros meses de 2009. Em junho, a carteira de crédito chegou a R$ 296,2 bilhões, marcando acréscimo de 11,4% em um ano.

Segundo Setubal, a partir do fim de outubro os clientes já vão ver o banco como uma instituição única, com o término de um processo de migração de aproximadamente mil agências do Unibanco à plataforma operacional do Itaú, cuja marca prevaleceu na união.

(Azelma Rodrigues e Eduardo Laguna | Valor)

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