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18/08/2010 - 12h27

Dólar segue em queda, a R$ 1,753 na venda

SÃO PAULO - A moeda americana opera com ligeira desvalorização ante o real, reduzindo a queda observada nesta manhã. Por volta de 12h20, o dólar comercial recuava 0,11%, cotado a R$ 1,751 na compra e a R$ 1,753 na venda. Na mínima do dia, chegou a romper a barreira técnica e psicológica de R$ 1,75 e foi a R$ 1,748.

No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F declinava 0,14%, a R$ 1,758.

Em Wall Street, os investidores mostram certo pessimismo, já que, há pouco, os índices Dow Jones e S & P 500 tinham queda por volta de 0,2%. Por aqui, o Ibovespa cedia 0,65%.

As commodities estavam em queda. Minutos atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha perda de 0,79%.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, explica que o mercado de câmbio interno sofre influência da expectativa com relação à capitalização da Petrobras, que deve ocorrer em setembro. Ele lembra ainda que, independentemente da aguardada operação da estatal, o dólar é pressionado para baixo diariamente por conta de outros fatores, como os altos juros do país.

"Ainda que a capitalização da Petrobras não ocorra, continuará entrando dólares no mercado", exemplifica.
Segundo ele, o mercado ficará testando o piso de R$ 1,75 nesta jornada. Dois fatores podem impedir o rompimento dessa barreira, na opinião dele: o temor entre os operadores quanto a uma mudança de postura por parte do Banco Central (BC) e os compradores que aparecem quando o preço da moeda americana cai.
"Quando o dólar comercial se aproxima do patamar de R$ 1,75, aparecem compradores. Os importadores, por exemplo, costumam zerar suas operações, porque é um preço interessante para eles. Há ainda bancos que tentam ganhar com operações de curto prazo, no lugar de manter uma grande posição comprada ou vendida", explica.

O receio dos operadores quanto a uma mudança de posição da autoridade monetária diz respeito à queda do dólar abaixo de R$ 1,75. Se essa barreira for rompida, o BC pode realizar a aguardada operação de swap cambial reverso, que significa a compra de dólares no mercado futuro, ou passar a realizar dois leilões de compra por dia no mercado à vista, de acordo com o gerente de câmbio.

"Caso o BC mude sua forma de atuação, o mercado sairá comprando dólares e os investidores vendidos tentarão zerar suas posições. O dólar pode, desta forma, subir rapidamente", avalia.

(Karin Sato | Valor)
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