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18/08/2010 - 17h12

Dólar tem novo dia de baixa, mas segue acima de R$ 1,75

SÃO PAULO - O mercado de câmbio segue respeitando o piso informal de R$ 1,75. Conforme notou o gerente da mesa de câmbio da BGC Liquidez, Francisco Carvalho, os negócios parecem que travam nessa linha de preço. "O dólar não sobe nem cai com consistência independentemente do que acontece no cenário externo."
Depois de oscilar apenas R$ 0,007 entre máxima de mínima, o dólar comercial fechou a jornada a R$ 1,753 na venda, leve baixa de 0,11%. Na mínima do dia, a divisa foi a R$ 1,748.

O giro estimado para o interbancário ficou em US$ 1,8 bilhão, mas cabe lembrar que quase todo esse dinheiro foi movimento no período da manhã.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar também caiu 0,11%, mas fechou a R$ 1,7531. O volume subiu de US$ 170 milhões para US$ 208,25 milhões.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava desvalorização de 0,14%, a R$ 1,7585.

Segundo Carvalho, falta força para o dólar ir abaixo de R$ 1,75. No entanto, os agentes também não querem se arriscar na compra.

O que inspira boa parte dessa cautela na tomada de posições é o processo de capitalização da Petrobras, que deve acontecer em setembro.

Fatores técnicos e a preocupação com maiores intervenções do Banco Central (BC) no mercado também influenciam a formação da taxa.

As estimativas para os montantes envolvidos no processo de capitalização da Petrobras têm grande amplitude, entre US$ 25 bilhões a mais de US$ 50 bilhões.

O fato é que o volume de recursos envolvido é tão grande, diz o especialista, que ninguém sabe direito o que pode acontecer. "O mercado vai ficar mais cauteloso até conseguir mapear isso."
Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central (BC) apresentou os dados sobre o fluxo cambial. Na semana encerrada dia 13, o fluxo foi positivo em US$ 571 milhões, resultado de entradas via conta comercial e financeira.

No mesmo período, as atuações do BC no mercado à vista somaram US$ 1,22 bilhão. Com isso, temos que o fluxo efetivo do mercado (fluxo descontada as intervenções do BC) ficou negativo em US$ 651 milhões.

Como o BC comprou além do fluxo, quem vendeu moeda a ele foram os bancos, que voltaram a ampliar a posição vendida no mercado à vista. Vale lembrar no final de julho e começo de agosto, os bancos tinham reduzido o tamanho de sua posição vendida, que agora volta a rondar os US$ 10 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)
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